Mais de 35% dos trabalhadores não batem ponto desde o dia 15 de março

Mais de 35% dos trabalhadores não batem ponto desde o dia 15 de março

O Brasil está lidando com uma crise econômica em meio a pandemia. Devido à necessidade da quarentena, grande parte das empresas e do comércio tiveram que se adaptar à nova realidade mundial. Um levantamento feito pela Pontomais, empresa de tecnologia para RH, mostra que cerca de 35% das pessoas estão sem efetuar seus trabalhos regularmente desde o começo da quarentena.

Esse número foi levantado dentro da base da empresa que possui o registro de ponto digital de mais 300 mil colaboradores e 10 mil empresas de todo o país. Dentro dessa base também se observou que mais de 10% das empresas estão sem atividade de funcionários no momento, sendo que 50% delas se enquadram no perfil de micro e pequenas empresas – até 10 funcionários.

Setores mais afetados

Dentro dos setores mais afetados estão as clínicas de estéticas e saúde, que aparecem em primeiro lugar, representando 16% da base sem atividade. Restaurantes e bares foram os segmentos mais citados a respeito de crise nos últimos dias, já que muitos estabelecimentos estão fechados para o público e isso interfere diretamente na economia e na vida das pessoas. O setor vem em segundo lugar e representa 13% das empresas que não registraram atividade de trabalhadores.

Lojas de roupas e acessórios fazem parte dos 10% das empresas paradas no Brasil, seguida do varejo de móveis, equipamentos e peças que segue em queda representando 9% dos estabelecimentos que não estão registrando ponto.

“É importante ressaltar que esses dados mostram empresas que não apresentaram atividade de registro de ponto e acompanhamento de jornada nesse período de quarentena. Porém nos dá um parâmetro real e comprovado de como os setores estão se comportando e quais são os mais afetados. Sabemos que muitos hoje estão se virando e inovando na maneira de atender, utilizando meios digitais de vendas e delivery, por exemplo. No entanto, mostra que isso está acontecendo de forma alternativa, sem a força de trabalho completa da equipe de funcionários das empresas”, explica Gabriel Colombo, diretor de aquisição da Pontomais.

De todas as empresas que estão totalmente sem atividades de registro de jornada, as micro e pequenas empresas de até 10 colaboradores representam metade dos estabelecimentos que não estão registrando ponto no país.

Setores que seguem na quarentena

Os quatro setores que juntos chegam a pouco mais de 1% das empresas sem atividade de registro de ponto nesse período são os enquadrados como essenciais: supermercados (0,26%), o agronegócio (0,26%), o segmento de energia e combustíveis (0,13%). Um que chama a atenção é o mercado pet, que em meio à crise segue com suas equipes de funcionários trabalhando praticamente de forma estável, representando apenas 0,39% das empresas que estão sem registro nesse momento.

O segmento de hotéis e turismo faz parte de 1% das empresas paradas no país. O setor de diversão, recreação e eventos chegam a apenas 3%.

“Aqui podemos observar que mesmo tendo apresentada baixa queda no registro de ponto de seus funcionários, não quer dizer que não aderiram à quarentena e sim que estão com staff reduzido ou operando em funções administrativas home office ou de manutenção. Para isso o uso de tecnologia é essencial no controle das equipes que trabalham de forma remota. Os recursos hoje que possuímos na Pontomais permite que os gestores acompanhem a jornada de trabalho de seus colaboradores de casa, tendo informação e dados para entender a produtividade da equipe frente à esses novos desafios, e desenvolver a melhor forma de trabalho para todos passarem pela crise da melhor forma possível”, conclui Colombo.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *