Enquanto dólar valoriza 6,5%, Bovespa cai 6,9% na semana

As bolsas de valores da Europa, Estados Unidos e Brasil terminaram a semana com perdas consideráveis. Na sexta-feira (7), apesar de bons dados contidos no Relatório de Emprego e melhora no crédito ao consumidor norte-americano, predominaram os temores com relação á  extensão da crise fiscal na Europa. Assim, mesmo amenizando as perdas na hora final do pregão, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, a 62.870 pontos – menor patamar desde 5 de fevereiro deste ano – e desvalorização semanal de 6,90% – a pior desde a penúltima semana de novembro de 2008. O volume financeiro totalizou R$ 7,72 bilhões.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (7) estável, cotado a  R$ 1,851. Apesar da variação nula, a moeda acumulou na semana uma valorização de 6,5%, a maior desde novembro de 2008, quando a divisa norte-americana subiu 8,37% no peíodo entre os dias 17 e 21 daquele mês. O movimento mostra a forte instabilidade vista atualmente nos mercados, já que, na última segunda-feira, a divisa norte-americana chegou á  sua menor cotação desde o começo de janeiro (R$ 1,731).

Na Alemanha, a cá¢mara baixa do parlamento alemão (Bundestag), análoga á  Cá¢mara dos Deputados no Brasil, aprovou a ajuda de 22,4 bilhões de euros á  Grécia, correspondente á  fatia do país no plano de resgate de 110 bilhões de euros definido pelos países da Zona do Euro em conjunto com o FMI. Entretanto, para a ajuda se concretizar, é preciso que as medidas sejam aprovadas pela Bundesrat, considerada a cá¢mara alta do parlamento alemão, onde o governo da Chanceler Angela Merkel também possui apoio majoritário. Os ministros das finanças do G-7 realizam uma teleconferência nesta sessão para analisar a situação grega, gerando expectativas em torno de medidas adicionais para ajudar o país europeu e acalmar os mercados.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil também participará do resgate á  economia grega. De acordo com Mantega, o País fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI para ajudar a Grécia. Os recursos sairão das reservas internacionais do País.

Soma

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