Com a redução do IPI, venda de materiais de construção cresce 20%

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa as 138 mil lojas de material de construção no país, divulgou nesta terça-feira (11), um balanço interno dos desdobramentos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados no varejo do setor. A medida completou um ano no último dia 1º de abril e está em vigor até o final de 2010. Segundo o estudo, as vendas dos produtos beneficiados com a redução do imposto cresceram 20% nos últimos 12 meses. Os itens representam 25% do mix de uma loja de material de construção.
 
Nas lojas, dos produtos desonerados, o cimento foi o que mais teve procura, com crescimento de 25% no volume de vendas nos últimos 12 meses. Em segundo lugar, vem o segmento de tintas, com aumento de 23% no volume de vendas, seguido por revestimentos cerá¢micos (19%), argamassas (15%) e metais sanitários (12%).
Para a Anamaco, a redução foi uma das principais responsáveis pela recuperação do setor nos últimos 12 meses.
 
Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, na prática, a desoneração reduziu os preços dos produtos em torno de 8,5%. Quem sentiu mais os efeitos da medida foram os consumidores de menor poder aquisitivo, que geralmente fazem mais pesquisas de preço e optam pelos produtos mais em conta. Para quem estava construindo uma casa popular (em torno de R$ 40 mil), o benefício significou uma economia de aproximadamente R$ 1,5 mil ou a construção de um banheiro, calcula Conz.
 
De acordo com a entidade, os efeitos da redução do IPI só passaram a ser sentidos pelo setor dois meses após o anúncio da medida. No início, as lojas tiveram de trabalhar com preços médios, porque os estoques ainda estavam com mercadorias antigas (a redução não valeu para os estoques e o giro das mercadorias do setor é de 60 a 90 dias). Em contrapartida, o consumidor já estava solicitando o desconto no balcão, explica Conz. No nosso caso foi um pouco diferente do estímulo aos demais setores porque as reformas têm que ser planejadas, nem que seja minimamente. Ninguém entra em uma loja de material de construção e por, mais bonito que seja o piso ou por mais argumento que o vendedor tenha, compra por impulso. Por outro lado, essa caracteística contribuiu para que a venda de outros produtos sem IPI reduzido crescessem. በaquele pensamento: já que vou trocar o metal sanitário, vou aproveitar para trocar o piso, para pintar o banheiro. Foi assim que a redução do IPI para os principais produtos do setor auxiliou nesta recuperação de vendas”, completa.
 
O varejo de material de construção fechou o ano de 2009 com crescimento de 4,2% sobre 2008 e faturamento histórico de R$ 45,04 bilhões. Além da desoneração, outros fatores importantes para este desempenho foram o aumento efetivo da renda da população (segundo o IBGE 27 milhões de pessoas migraram das classes D e E para a classe C nos últimos anos), os programas Minha Casa Minha Vida, o PAC e já um início de obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, declara Conz. Para ele, a manutenção da desoneração do IPI para materiais de construção até o final do ano vai ajudar a manter o setor aquecido Minha Casa Minha Vida 1 e 2 e o PAC 1 e 2 não pressionem os nossos preços ou causem desabastecimento”, explica o presidente da Anamaco. A entidade prevê para 2010 um crescimento de 10% sobre 2009.

Soma

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