Paraná lidera crescimento da indústria em maio
A indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados, em maio, na comparação com abril, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (08). Os cinco estados que apresentaram maior crescimento foram: Paraná (24,1%), Pernambuco (20,5%), Amazonas (17,3%), Rio Grande do Sul (13,3%) e São Paulo (10,6%). O Espírito Santos foi a região que registrou o maior recuo no período (-7,8%), seguido do Pará (-0,8%) e do Ceará (-0,8%), que tiveram o mesmo percentual de queda.
O resultado é “reflexo da volta da produção de algumas unidades após a suspensão das atividades por conta da pandemia da Covid-19 em março e, principalmente, em abril”, como explica Bernardo Almeida, analista da pesquisa. Segundo ele, o setor de veículos, muito forte em São Paulo e no Paraná, teve atuação importante neste aumento de maio. Também a indústria de alimentos e de derivados do petróleo influenciaram no índice.
Aumento ainda não recupera perdas
Apesar do crescimento na passagem de abril para maio, o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, esclarece que o índice ainda está aquém do patamar, como se observa na comparação com o mesmo mês do ano anterior. “Em São Paulo, mesmo com a taxa positiva perante abril, maio apresentou o segundo pior patamar da indústria na série histórica, perdendo exatamente para o mês anterior, abril de 2020″, aponta. O início da série histórica da pesquisa foi em janeiro de 2002.
Na comparação com maio de 2019, houve queda em 14 dos 15 locais pesquisados. Além do chamado efeito-calendário negativo – maio de 2020 teve 20 dias úteis, dois a menos que maio do ano anterior – a diminuição do ritmo da produção por conta dos efeitos do isolamento social em função da pandemia afetou o processo produtivo de várias unidades industriais no país. São Paulo teve redução de 18,1%, a quarta taxa negativa seguida nesta comparação. Ceará (-50,8%) e Amazonas (-47,3%) apresentaram os recuos mais intensos.
Acumulado no ano
No acumulado de 2020 (janeiro-maio), cujo resultado nacional foi queda de 11,2%, 13 dos 15 locais catalogados apresentaram redução das atividades, com destaque para o Ceará (-21,8%), Amazonas (-20,7%) e Espírito (-18,5%). Apenas o Rio de Janeiro (2,8%) e o Pará (0,9%) mostraram aumentos neste índice.
Já no acumulado dos últimos 12 meses (perda nacional de 5,4%), 12 dos 15 locais pesquisados assinalaram taxas negativas em maio de 2020. Todos, entretanto, tiveram perda de ritmo frente aos índices registrados em abril. Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de-2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%) mostraram as principais perdas neste comparativo.








