Home office e o desafio de manter viva a cultura da empresa

Home office e o desafio de manter viva a cultura da empresa

Um estudo da Harvard Business School avaliou a experiência do trabalho remoto durante a pandemia e indicou alguns impactos negativos que refletem na cultura organizacional. Entre eles está o fato do onboarding em casa não proporcionar tudo que a integração presencial é capaz de gerar, perdendo o cultivo de relacionamento entre os colegas e até mesmo, as oportunidades de brainstorming que podem surgir em bate-papos casuais entre as equipes.

Além disso, pesquisas indicam que o home office pode intensificar a comunicação entre líderes e colaboradores, mas diminuir entre colegas. Por que um gestor conversa mais com seu colaborador quando não está fisicamente ao lado dele?

Dentro desse contexto, Carlos Guilherme Nosé, CEO da FESA Group, consultoria especializada em gestão de talentos e desenvolvimento organizacional, comenta que “os relatos que tenho ouvido hoje em dia é sobre as dificuldades de se fazer um onboarding, sobre como integrar algum executivo que foi recém contratado e precisa fazer parte do time”.

Colaboração é crucial

Para Nosé, a colaboração entre pares é crucial e se isso se perde no isolamento, sem dúvida, haverá um impacto negativo para a cultura organizacional, bem como nos resultados de médio e longo prazo. “As empresas precisam mudar seu mindset para se adaptarem a nova realidade. Sobre a comunicação, vejo que no caso do home office 100% podemos ter o risco de caminhar para uma cultura organizacional mais individualista e menos colaborativa”.

Segundo especialista em capital humano, o isolamento social ressignificou muito a relação no mundo corporativo. “Vejo que uma das grandes preocupações dos gestores de RH e CEO´s, além da saúde dos funcionários, claro, é como manter a saúde e cultura organizacional. Cultura é o que se vive dentro da empresa, seus propósitos em ação. Provamos que dá para desenvolver diversos trabalhos e projetos home office, mas muitas pessoas ainda precisam do olho no olho, daquele bate papo no corredor, daquela reunião de três minutos em pé ao lado da mesa de alguém”.

Mais investimentos nas pessoas

Os líderes e a área de recursos humanos têm o desafio de não deixar a cultura e o propósito da empresa percam a importância no home office.
“Muitos CEOs, por exemplo, estão investindo mais tempo em pessoas do que antigamente. Os líderes de RH estão vendo outras alternativas para os benefícios e para adequar essa vivência de home office dentro da casa do colaborador, possibilitando até mesmo a aquisição de móveis. Todos estão trabalhando juntos e mostrando exemplos a serem seguidos, conectando times remotos e passando uma comunicação única, clara e alinhada”, analisa Nosé.

Nosé pontua que o futuro do trabalho será hídrido, entre presencial e remoto. “Pela minha experiência lidando com capital humano, particularmente acho difícil o modelo 100% home office, acredito que muito da cultura forma-se nos grupos de trabalho, na conversa rápida do dia a dia. Não estou dizendo que o trabalho remoto não funciona, apenas acredito que o ideal é um equilíbrio entre alguns dias trabalhando remotamente e outros dias no escritório. Não na situação atual, claro, mas vejo o futuro do trabalho alinhado a essa mescla.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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