Banco mantém posição de cautela em relação as ações da Copel

Destacando a exposição a riscos regulatórios, macroeconômicos e administrativos, o BTG Pactual, que é o maior banco de investimento independente baseado em mercados emergentes, se mantém cauteloso em relação á s ações da Copel. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (14), os analistas Gustavo Gattass, Antonio Junqueira e Rafael Fonseca reiteraram a recomendação neutra do banco para a companhia, com preço-alvo de R$ 34 cada, informa o site Infomoney.

De acordo com o banco, a mudança de governo no próximo ano continua sendo um dos vetores de risco para a companhia. “Por um tempo mantivemos cautela em relação á  Copel, baseados no fato de os investidores não terem notado os impactos negativos que a não cobrança de tarifas inteiras teria sobre os resultados. Não mais vemos isso como o principal catalisador para uma mudança em nossa percepção, sendo que atualmente nossa visão permanece cautelosa por conta da análise de que um upside político que poderá vir após a mudança de governo já está precificado na ação”, destacaram os analistas. 

Ainda segundo o site Infomoney, adicionalmente, a equipe do BTG avalia que existem outros riscos que reforçam sua percepção de cautela, como uma possível não remoção do desconto nas tarifas cobradas neste ano e o gastos “descuidados” da companhia. “Mudanças no ambiente regulatório podem afetar negativamente a geração de caixa da companhia. Além disso, a administração da Copel implementou no passado descontos de tarifas que permitiram-na cobrar integralmente os valores estipulados pela Aência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No caso de a empresa adotar essa medida no futuro, teria novamente um impacto negativo sobre os resultados”, completaram os analistas.

Embora vendo muitos riscos á s operações da Copel, o BTG ressaltou que a postura da companhia nos últimos leilões promovidos pela Aneel deixou os analistas “de alguma forma mais confiantes em relação ao risco de gasto”. Eles mencionaram o primeiro leilão de linhas de transmissão de 2010, que ocorreu na última sexta-feira (11), o qual incluiu mais de 700 km divididos em quatro linhas de transmissão e 11 subestações. Na disputa estavam 19 empresas do Brasil e da Espanha e um consórcio, o Atlá¢ntico-ARM, formado por três empreendedores: Telecomunicações e Serviços (40%), ARM Energia (20%) e CME (40%). O certame foi dividido em nove lotes, sendo que a Copel fez propostas em três deles, tendo ganhado dois.

“Embora os ativos que eles adquiriram não sejam suficientes para afetar de maneira considerável a posição de caixa, eles parecem sinalizar uma relevante mudança na postura da companhia em relação á  agressividade em oportunidades de investimentos e onde a empresa as enxerga”, disse o BTG. Os analistas destacaram, por fim, que a atual posição de caixa da empresa (R$ 1,7 bilhão) “não é fiscalmente eficiente”.

Soma

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