Unilever anuncia transição dos produtos de limpeza e lavanderia para química verde

Unilever anuncia transição dos produtos de limpeza e lavanderia para química verde
A Unilever, umas das líderes mundiais em bens de consumo, vai substituir globalmente 100% do carbono derivado de combustíveis fósseis de seus produtos de limpeza e lavanderia por carbono obtido de fontes renováveis ou recicladas. Com investimento de 1 bilhão de euros em pesquisas e desenvolvimento, o programa visa transformar a pegada ambiental de suas marcas globais de limpeza e lavanderia como OMO, Brilhante, Cif, Sétima Geração, entre outras.

Essa nova ambição é o coração do programa “Futuro Limpo”, iniciativa global de inovação e sustentabilidade da Unilever, desenvolvida pela divisão de Cuidados com a Casa da companhia, para mudar radicalmente o modo como os produtos de limpeza e lavanderia mais utilizados no mundo são criados, fabricados e embalagem em suas fórmulas e embalagens dos produtos para reduzir a pegada de carbono.

A maior parte dos produtos de limpeza e lavanderia disponíveis no mercado contém componentes químicos feitos a partir de combustíveis fósseis, fonte não-renovável de carbono. A transição da Unilever para fontes renováveis ou recicladas de carbono busca se desvencilhar do mercado de combustíveis fósseis. Primeira iniciativa com esta magnitude, o “Futuro Limpo” vem ao encontro da ambição da companhia de zerar as emissões líquidas de seus produtos até 2039.

Não dá para esperar

Para Eduardo Campanella, vice-presidente de Cuidados com a Casa da Unilever para a América Latina, ações de combate às mudanças climáticas não podem mais esperar. “Diariamente, 2,5 bilhões de pessoas tocam um produto Unilever no mundo. Essa é a dimensão da nossa responsabilidade e da capilaridade que temos para liderar essa agenda de transformação. Nosso objetivo é convidar outras indústrias a virem conosco em um movimento – sem volta – rumo a uma nova economia. Uma economia que seja igualmente boa para as pessoas e para o planeta”.

Os componentes químicos usados nos produtos de limpeza e lavanderia fabricados pela Unilever são responsáveis por 46% da pegada de carbono ao longo do seu ciclo de vida. Assim, com o fim do uso de substâncias químicas derivadas de combustíveis fósseis nas fórmulas dos produtos, a empresa vai abrir novos caminhos para reduzir a pegada de carbono de algumas das maiores marcas de limpeza e lavanderia do mundo. A Unilever espera que essa iniciativa sozinha reduza a pegada de carbono das fórmulas dos produtos em até 20%.

No Brasil

A Unilever já está inovando no mercado brasileiro, trazendo a seus consumidores algumas entregas sustentáveis alinhadas às prioridades do programa “Futuro Limpo”. Tais prioridades são: eliminar os petroquímicos; reduzir a pegada de carbono; diminuir o consumo de água; reduzir o plástico de uso único nas embalagens; e utilizar cada vez mais ingredientes em que os consumidores confiam.

Lançada em 2019, a marca Sétima Geração é um dos exemplos claros de entrega dessas prioridades no Brasil. Com um portfólio composto por produtos biodegradáveis, fabricados com 99% de matérias-primas vegetais e nenhum ativo petroquímico, a marca já endereça a eliminação do uso de petroquímicos. Além disso, todas as embalagens são feitas de plástico reciclado e plástico verde proveniente da cana-de-açúcar.

A tecnologia de ativos concentrados nas fórmulas de Brilhante é outro exemplo de inovação a serviço da sustentabilidade ambiental, disponível ao público brasileiro desde 2019. Graças a ela, a marca eliminou 20% das emissões de carbono gerados pela versão anterior, o que corresponde a dez carros percorrendo mais de cinco vezes o planeta Terra.

Já a fórmula seis vezes mais concentrada de OMO para Diluir eliminou 72% do plástico da embalagem, resultando na diminuição do uso plástico virgem, além de gerar menos emissões de CO2 .

O “Futuro Limpo” simboliza a visão de reestruturação radical da Unilever no modo como quer conduzir seus negócios. Segundo Peter ter Kulve, presidente global da divisão de Cuidados com a Casa da Unilever, a dependência da indústria de combustíveis fósseis não deve mais existir. “Devemos parar de extrair carbono de debaixo do solo enquanto há uma enormidade de carbono acima dele. Basta aprender como utilizá-lo em escala.”

Este é um novo ciclo para a Unilever, que há dez anos foi pioneira em falar de sustentabilidade como propósito e estratégia de negócios. “Estamos revisitando todo nosso portfólio para oferecer ao consumidor produtos de limpeza e lavanderia sustentáveis e ao mesmo tempo mais acessíveis. Com os rápidos avanços da ciência e da tecnologia, já é possível oferecer produtos que sejam bons para os consumidores e muito melhores para o meio ambiente”, completa Campanella.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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