Consumidores pretendem mesclar 49% de suas compras entre online e offline

Consumidores pretendem mesclar 49% de suas compras entre online e offline
BANGKOK, THAILAND- March 17, 2017: Social media app multi-channel icons on iphone X touchscreen mobile computer cross-channel internet application technology for shopping lifestyle in digital 4.0 age
Um levantamento feito nos dias 27 e 28 de agosto pela Social Miner , empresa que une dados de consumo, tecnologia e humanização para ajudar sites a otimizarem seus resultados, em parceria com a Opinion Box revelou que, apesar de o varejo ter que se preparar para se deparar com clientes mais cautelosos em 2021, não é esperada uma desaceleração tão grande nas vendas. Os números mostram que 48% querem aproveitar para comprar tudo aquilo do que vêm se privando durante a crise, e 84% estão na expectativa de encontrar boas ofertas para consumir.
 
Quanto aos canais de compras, muitas barreiras do online foram rompidas nos últimos meses, e isso acabou agradando muita gente, tanto que 50% dos consumidores disseram ter comprado pela internet alguns produtos que nunca tinham comprado antes por meio deste canal e, para 73%, comprar online se mostrou muito mais prático para algumas coisas. Mas quando acabar o isolamento social em todo o país, as pessoas vão continuar comprando nos e-commerces?

Para Ricardo Rodrigues, CEO da Social Miner, a resposta é sim. “O universo virtual conquistou seu espaço na jornada de compra do consumidor, e acredito que, mesmo com a reabertura dos gradual dos estabelecimentos, os e-commerces seguem fortes. Só não há um indício de que ele será um caminho dominante.

E os dados da Social Miner confirmam essa proximidade entre online e offline daqui pra frente. 52% afirmaram que pretendem comprar online e retirar nas lojas físicas e 50% esperam poder contar com drive-thru em shoppings, como podemos ver no gráfico abaixo:
 
 
Ainda de acordo com a pesquisa da Social Miner, 14% disseram que pretendem comprar apenas online em 2021, 38% devem comprar só em lojas físicas e 49% querem mesclar as compras entre online e offline (número bem superior ao de compras híbridas em 2019, que ficou em 29%):
 
 
 
Chamando a atenção para esse número significativo de pessoas que pretendem mesclar o consumo entre o varejo físico e online, é preciso destacar a necessidade de oferecer múltiplos canais para que o cliente faça sua jornada de compra transitando por várias plataformas diferentes.
 
Para se ter uma ideia do quão fundamental é promover uma jornada omnichannel aos consumidores que atenda às necessidades deles independente do canal, 46% dos entrevistados afirmaram optar por compras em lojas físicas para poder ver e sentir os produtos – mostrando a importância de se investir em atributos que personalizem a experiência de compra em todos os canais possíveis. 
 
Dentre os que querem mesclar as compras entre online e offline, 68% disseram que boas ofertas e promoções os levariam a dar preferência para comprar online. É aqui que entram estratégias para atender ambos os públicos, a começar por ter uma ótima comunicação para gerar uma necessidade acerca do produto e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança do cliente.

Já 59% dos que consumiram em e-commerces durante a pandemia, o fizeram em lojas nas quais já haviam comprado no ambiente físico. Daí a importância de estabelecer uma relação de confiança, pois a familiaridade com a marca pode definir uma compra. Mas ainda há muito a ser feito. 27% dos potenciais clientes afirmaram ainda não se sentir absolutamente seguros comprando online.
 
Problemas com frete, por exemplo, seguem no topo dentre os motivos de desengajamento. 63% relataram ter desistido de comprar online por causa do valor do frete. E dos 21% que tiveram uma experiência negativa com e-commerce a ponto de não querer mais consumidor na loja novamente, 27% alegaram ter tido atraso na entrega, 13% receberam produto errado ou com defeito, e 12% não receberam o produto. Os e-commerces precisam se atentar ao que tem ser melhorado para otimizar a experiência do usuário nas plataformas digitais, oferecendo a mesma qualidade em cada uma delas.

“As pessoas querem poder decidir onde vão comprar, se vão começar a jornada em um canal e terminar em outro – compra online e retira na loja -, porque a tendência é que o consumidor não se importe muito com qual é o canal. O e-commerce e as lojas físicas não serão únicos, só farão parte da multicanalidade”, conclui o CEO da Social Miner.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *