Demanda por crédito em agosto mostra continuidade da retomada da economia

A demanda por crédito no mês de agosto atingiu crescimento de 13% em relação a julho e já se encontra 26%, no acumulado do ano. É o que revela o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede o número de solicitações de financiamentos mensais nos segmentos de varejo, bancos e serviços.
O destaque ficou com o setor de serviços que, entre janeiro a agosto, liderou a demanda de crédito com um desempenho de 34% e teve um incremento de 37% entre julho e agosto. O setor de varejo também apresentou boa reação, atingindo crescimento de 40% no mês de agosto em relação a julho, segundo melhor desempenho do ano no setor, perdendo só para o mês de maio, quando registrou 71%. No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, o varejo está crescendo 19%.
“Os indicadores demonstram a continuidade do aumento na demanda por crédito por esses setores. Há claros sinais mostrando a reação da atividade econômica. Esse comportamento já havia sido detectado nos últimos quatro meses. Além do setor de serviços, o mês de agosto foi caracterizado pelo aumento na demanda em bancos e financeiras que, por sua vez, responderam por 7% da tomada de crédito no mercado, no ano estão crescendo 27%”, observa o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, Breno Costa.
Vestuário é destaque
“Verificando os segmentos que compõem o setor de varejo, o de vestuário mostrou a maior reação com um aumento de 76% na demanda em agosto. Esse resultado demonstra o aquecimento do setor, uma vez que, após o vale de abril, observamos melhoras sucessivas de maio a agosto. Os números de agosto também representam a continuação da boa demanda registrada em julho, que registrou a marca de 75% em relação a junho.”
“Os dados ilustram o aumento das vendas do comércio em agosto e refletem as medidas de flexibilização do funcionamento do comércio e do Dia dos Pais, que impactaram positivamente no setor de vestuário. Não podemos deixar de citar, além das medidas da reabertura do comércio, a concessão de crédito online de muitas redes”, explica Costa.
Os supermercados, que entraram em franca recuperação desde maio (27%) fecharam agosto com crescimento de 13% na demanda por crédito. O setor vem se recuperando nos últimos quatro meses, porém ainda exibem um gap negativo na comparação com o início do ano (- 29% no acumulado de janeiro a agosto).
Retração nos eletroeletrônicos
Os eletroeletrônicos, depois terem apresentado comportamento estável em julho (+2%), exibiram uma leve retração de -3% em agosto. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a retração é de -4%.
Para Costa, os números demonstram que, embora em agosto a demanda por crédito possa ser considerada estável em relação a julho (18%), está sinalizando a manutenção do crescimento econômico registrado nos últimos meses. “Estamos assistindo o quarto mês de alta de uma tendência que deve se prolongar pelos próximos meses. Os meses de maio, junho, julho e agosto representam a constatação de que a economia deve prosseguir mais otimista até o final do ano”, observa.








