Onde investir em outubro?

Setembro foi o primeiro mês de queda da bolsa global desde março. Analistas da XP Investimentos entendem o movimento como uma acomodação natural após uma alta de 33% em dólares de abril a agosto.
Os analistas explicam que a maior aversão a risco também é fruto da tríade de obstáculos que terão que ser sobrepujados nos próximos meses: a eleição nos Estados Unidos, um aumento de casos de coronavírus no hemisfério norte – onde o inverno se aproxima – e a transição de uma economia suportada por estímulos para uma que cresce organicamente.
Comportamento do Ibovespa muda
Analistas da XP lembram que o Ibovespa vinha se comportando bem ao longo do mês de setembro, com queda inferior à das bolsas globais, mas isso mudou no dia 28: a intenção do governo de adiar pagamento de precatórios para distribuir renda para uma parcela da população assustou os investidores. As perspectivas do Brasil crescer e honrar suas dúvidas são muito diferentes se o governo estiver disposto a fazer benesses deixando o custo para o futuro ao invés de reformas.
E não foram só os ativos de risco que sofreram: devido ao maior volume de emissões e o risco fiscal, mesmo os papéis mais seguros emitidos pelo Governo Federal, as LFTs ou Tesouro Selic, sofreram perdas no mês de setembro. Por outro lado, os fundos atrelados ao CDI conseguiram ficar no azul, graças ao carrego vindo dos papéis de crédito privado.
Investidor conservador: como investir no cenário atual?
Analistas da XP alertam que muito embora os dados econômicos permaneçam fortes e indicando uma “recuperação em V”, as surpresas positivas já não são tão frequentes e as principais vacinas que estão sendo desenvolvidas permanecem no mesmo estágio há algumas semanas.
Além disto, um novo aumento dos números de contágio do coronavírus na Europa ensejaram novas medidas de isolamento social e alimentaram temores de possíveis declarações de novas quarentenas.
No mês de outubro, a corrida presidencial nos Estados Unidos tende a tornar os mercados mais erráticos. Por outro lado, a maior parte das grandes empresas americanas deve anunciar seus resultados referentes ao 3º trimestre, com potenciais surpresas positivas.








