83,7% dos jovens brasileiros preferem atividades mistas de desenvolvimento profissional

83,7% dos jovens brasileiros preferem atividades mistas de desenvolvimento profissional

A Eureca, consultoria que conecta e desenvolve jovens para o mercado de trabalho, realizou a sétima edição da pesquisa The Truth. Desta vez, o objetivo foi  investigar como os jovens se sentem a respeito do desenvolvimento profissional e como as empresas e instituições de ensino colaboram para esse crescimento.  Além do modelo em que isso seria melhor, se no online, no presencial ou misto. 

O levantamento analisou mais de 1.100 reflexões enviadas por jovens com média de idade de 24 anos e de todas as regiões do Brasil. As respostas foram coletadas durante o mês de Julho e as análises dos dados consolidadas em Setembro. Entre todos os entrevistados, 63% se declaram do gênero feminino. 40,1% dos respondentes se identificam como negros. Dos mais de 1.100 pesquisados, 600 estão em busca de oportunidade no mercado de trabalho. 

83,79% dos jovens preferem ações de desenvolvimento mistas, combinando online e presencial

Desses, 50% preferem que as ações sejam mistas, porém com predominância de atividades presenciais. 19,4% optam por ações online e presenciais em igual medida e 13,96% preferem mais ações online. 14% preferem apenas ações presenciais e 2% apenas ações online.

Para 70,2%, universidade não é o suficiente

Entre os principais pontos identificados pela pesquisa, 2/3 de jovens acreditam que a universidade não é o suficiente para se preparar para o mercado. Segundo os respondentes, o verdadeiro desenvolvimento profissional acontece dentro do mercado, com experiências reais. 

Porém, em um cenário totalmente atípico por conta da pandemia, ajustes nas oportunidades de desenvolvimento oferecidas pelas empresas são necessários. Por exemplo, de acordo com os jovens, por conta da pandemia de Coronavírus contextualizado com o atual cenário de home office, 1/3 das empresas precisam atualizar seus programas de desenvolvimento ou os canais e ferramentas escolhidos para entregar esse tipo de conteúdo.

Segundo Gabriel Viscondi (foto), Chief Growth Officer da Eureca, a maior lacuna de desenvolvimento, na visão dos jovens, está na formação do pensamento crítico, tomada de decisão nas empresas e criatividade: 60% dos jovens vêm essas habilidades como necessárias, mas apenas 40% acreditam que já as desenvolveram o mínimo suficiente para atuar no mercado.

“É preciso que as empresas tenham um olhar mais orientado a dados em programas de desenvolvimento, cruzando o atual momento de mundo, as necessidades do negócio e as necessidades dos jovens talentos.”, completa. 

Impacto da pandemia na preferência por canais online

48,14% dos entrevistados estão mais interessados por programas de desenvolvimento online após a pandemia. 28,62% não tiveram sua percepção alterada e 23,24% estão menos adeptos a programas online após a pandemia. 

Microlearnings como forma de amplificar o aprendizado

82,3% dos respondentes acreditam que ter acesso a vídeos e textos curtos relacionados a conteúdos de treinamentos formais ajudaria a aumentar o aprendizado do programa.

Programas baseados em microlearnings surgem como uma sugestão nesse cenário, em especial devido ao contexto de distanciamento social.

Insights

De acordo com Augusto Nogueira e Guilherme Ceballos, responsáveis pela realização da pesquisa, as principais sugestões para os RHs com base na pesquisa são:

  • Ganhe escala e reduza custos: com a maior abertura para canais digitais de aprendizagem e hábitos de estudo frequente, os RHs podem introduzir processos de aprendizado mais digitais, tais como microlearnings, em seus programas de desenvolvimento.

  • Primeiro dê acessibilidade, depois cobre: apenas cobrar aprendizado dos jovens neste momento não será efetivo. Dar o suporte, seja através de comunidades práticas e grupos de estudo, facilitando o acesso a internet ou dando uma rede de suporte emocional para os jovens, é o primeiro passo.

  • Converse com seus jovens talentos: quais são as habilidades abordadas em seus programas de desenvolvimento? A forma de trazer essas habilidades conversa com o seu público? É necessário ter programas de desenvolvimento atualizados em conteúdo e canal. Você pode começar perguntando para seus clientes internos, seus jovens talentos, o que eles preferem e quais melhorias enxergam.

  • Revisite as etapas do seu processo seletivo: em termos de habilidades avaliadas, existe um distanciamento entre exigências e necessidades na visão dos jovens. Você pode revisitar quais habilidades realmente são necessárias para ocupar cada posição e o que é apenas status quo na seleção.

  • Assuma responsabilidade social: grande parte dos jovens acreditam que o ensino superior não os prepara para o mercado. Isso é prejudicial para eles e para o país, que já acumula, de acordo com o IBGE, 10,9 milhões de jovens que não trabalham e não estudam. Você pode, de alguma forma, ajudar esses jovens a se capacitarem para o mercado num geral ou especificamente para sua empresa?

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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