Recuperação judicial não é a morte certa para uma empresa

Recuperação judicial não é a morte certa para uma empresa

Em um período de crise e que muitas empresas não sabem que rumo tomar a recuperação judicial pode ser um importante e valioso instrumento para ajudar na solução de qualquer empresa que está quase quebrada, e foi muito usada recentemente, principalmente nos primeiros meses da crise gerada pela Covid-19.

Mas, do que se trata esse termo e como as empresas podem buscar essa medida? Segundo Denis Barroso Alberto, sócio da Barroso Sociedade de Advogados, “a recuperação judicial é o instrumento jurídico utilizado para auxiliar a empresa a reestruturar seu passivo e poder auxiliar no restabelecimento de seu caixa”.

Ele conta que isso também ajuda na reestruturação econômico-financeira da empresa e pode ser muito útil para suspender execuções e penhoras, tendo uma grande interferência do juiz e todo seu processamento ocorre dentro do judiciário.

Pontos positivos e negativos

“Os principais pontos positivos é a maior transparência do processo para terceiros, possibilidade de venda de ativos que estejam bloqueados, controle judicial que suspende e impede a execução de ativos por outros meios, dando um maior folego para a empresa poder ser recuperar e reestruturar e restabelecer seu caixa, sendo de grande valia para interromper bloqueios e penhoras que podem levar a empresa a falência”, explica Denis Barros.

Contudo, dentro desse processo também existem pontos negativos, dentre os quais destaca a possibilidade de se decretar a falência da empresa caso não seja tomada as medidas necessárias e cabíveis à uma empresa em recuperação.

Além disso, comercialmente nem sempre a empresa é bem vista quando está em recuperação judicial e fiscalização permanente e atenta sobre a administração e finanças pelo administrador judicial e pelo juiz. Por fim existe a necessidade de aprovação do juiz para venda de ativo imobilizado ou qualquer outra coisa que tenha grande impacto nas finanças da empresa.

Como decidir

Somente é possível saber de fato se a recuperação é a alternativa correta com consulta a um profissional especializado, pois existem muitos detalhes e dados para serem analisados que são específicos e que deve se verificar se a necessidade apresentada pode ser sanada através da recuperação.

Diante da peculiaridade de caso apenas se pode informar se a recuperação é a alternativa correta com a análise do caso específico e da situação da empresa no determinado momento, pois muitas vezes a recuperação não é necessária em um momento, mas imprescindível em outro.

“É preciso acabar com o preconceito existente em relação a recuperação, ela jamais pode ser vista como uma morte certa, muito pelo contrário, a grande maioria das vezes a única saída para a empresa poder se reestruturar e ter a possibilidade de se reerguer e continuar viva para poder crescer é essa”, avalia Denis Barroso.

“O que muitas vezes acontece é que não é caso ou não é o momento certo de se entrar com uma recuperação e, se há a insistência indevida, realmente pode ser muito grave o efeito, podendo até ocasionar a falência da empresa e o completamente fechamento do negócio”, alerta.

Mas, importante frisar que isso apenas acontece quando a recuperação se dá de modo incorreto, fora do momento, razão pela qual é de extrema importância a consulta de profissional especializado, pois a má utilização da recuperação pode gerar uma morte certa, mas com profissional habilitado e capaz a recuperação apenas traz benefícios a todos os envolvidos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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