Contestação de resultados nas eleições dos EUA é incerta

Contestação de resultados nas eleições dos EUA é incerta

Com a proximidade da definição das eleições americanas, o mundo todo fica na expectativa de qual será o próximo presidente americano e os impactos de sua gestão. Após um mandato no mínimo polêmico, o republicano Donald Trump conta com sua reeleição, fazendo declarações em plena corrida eleitoral que colocam em dúvida a votação na tentativa de garantir o seu atual posto.

Os números mais recentes mostram que o democrata Joe Biden tem grandes chances de ser eleito com os últimos votos que chegaram pelo correio e estão sendo contados. Ex-vice-presidente americano durante a administração Obama, Biden já obteve, inclusive, maioria até mesmo nos “swing states”, ou seja, os estados americanos classificados como aqueles que sempre alternam preferências a cada votação e, por isso, são decisivos nas disputas.

O advogado Acacio Miranda, especialista em Direito Eleitoral Internacional, destaca que os argumentos para contestação dos resultados, tanto no aspecto jurídico quando matemático, estão cada vez mais escassos.

“Acredito que o presidente Donald Trump manterá esse duelo de retórica, mas terá pouca probabilidade de êxito caso queira questionar os resultados”, pondera.

Miranda explica que os sistemas eleitoral e judiciário americanos têm características muito próprias, por isso o cenário ainda é muito indefinido. “No que diz respeito à judicialidade, diferente do Brasil, eles não têm uma justiça especializada. Isso significa que todas as ações que versem sobre o processo eleitoral serão promovidas na Justiça Comum.

Outro aspecto diz respeito ao custo dessas ações, uma vez que, diferentemente do Brasil, não há gratuidade de justiça nos EUA, pelo contrário: é extremamente custoso processar ou ser processado. Não à toa, Trump tem adotado a estratégia de indicar eventuais fraudes ou problemas somente em estados pontuais”, afirma.

Mesmo ainda sendo bastante prematuro fazer qualquer tipo de previsão sobre a relação Brasil e Estados Unidos num eventual governo Joe Biden/Kamala Harris, para Acacio a principal mudança será a falta de sintonia de ideologias entre as duas nações nesse possível cenário futuro.

“O Brasil será muito afetado pela falta dessa proximidade ideológica do presidente Jair Bolsonaro com o provável presidente Biden, uma vez que é notório, e nenhuma das partes esconde isso, que o presidente Jair Bolsonaro tem admiração por Donald Trump e o atual presidente americano também tem admiração pelo mandatário brasileiro por causa dessa afinidade ideológica entre eles”, destaca.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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