Mercado de flores sofre com pandemia, mas empresas vencem a crise
Com a pandemia, o lockdown em algumas cidades e o isolamento social, o mercado teve diferentes formas de reação e o segmento de produção e venda de flores não fugiu à regra. De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) já nas primeiras semanas do mês de março, a queda nas vendas foi de 90%, e o fechamento do primeiro semestre registrou baixa de 30% em comparação a 2019. As flores de corte tiveram redução de 30% em junho e julho, isso porque grande parte delas são utilizadas para eventos e decoração.
Por outro lado, as pessoas permaneceram mais em casa, o que fez surgir novos hábitos de consumo, comprando mais flores e plantas para os ambientes domésticos, bem como para presentear amigos e parentes em datas especiais.
“Crescemos 150% nos meses da pandemia, com 85 mil pedidos feitos pelo site. O fato de estarmos isolados aumentou a saudade e a vontade de presentear com algo mais delicado”, conta Lucas Buffo, CIO da Flores Online, primeiro e-commerce de flores e presentes especiais do país.
A marca mais que dobrou o crescimento esperado no primeiro semestre do ano, em 68%. Mas esse cenário positivo não foi fácil exigindo muita aproximação com as floriculturas parceiras para passarem pelos desafios.
Vendas online
Com o fechamento dos estabelecimentos comerciais, muitas floriculturas contaram com a Flores Online para vendas online, já que a empresa representa uma fatia do lucro delas, e as distribuidoras não saíram para fazer as entregas dos produtos. Logo, ficariam desabastecidas até mesmo da matéria prima.“Nós nos aproximamos das nossas parceiras e exploramos as dificuldades e problemas enfrentados por cada uma delas. Juntos com a Ibraflor, conseguimos uma determinação judicial para que as floriculturas pudessem fazer o delivery e continuar entregando, mas haviam muitas flores estocadas em Holambra. Fizemos compras especiais para as cidades com maior problema de lockdown e mantivemos abastecimento suficiente para atender seus pedidos”, conta o CIO.
O momento seguinte trouxe um novo desafio. Como as distribuidoras não estavam saindo com as mercadorias, os produtores perderam muita matéria prima e passaram a produzir em menor escala. Isso trouxe outra situação de desabastecimento por falta de produto durante as datas mais importantes do ano para as vendas: Dia das Mães e Dia dos Namorados.
Preço justo
De acordo com Buffo, o maior risco, além de não terem os produtos, também era o encarecimento deles para o consumidor final. “Precisamos entender com as nossas parceiras o que elas conseguiam comprar e vender a um preço justo. Fizemos esse estudo e montamos o site para que esses produtos ganhassem mais destaque e, claro, vendessem mais do que outros produtos que não tinham insumo”, completa.
Com mais de 3 mil floriculturas parceiras em todo Brasil, a Flores Online atuou impulsionando vendas e ajudando pequenos empreendedores em um momento delicado, permitindo que as empresas seguissem atuando, sobrevivendo à crise. “Entender o nosso momento e entender o momento das floriculturas parceiras, da cadeia do mercado de flores, foi essencial para manter a roda girando”, finaliza Buffo.


