Indústria do Paraná tem a maior produção do Brasil

A indústria do Paraná apresentou o maior crescimento da produção entre os 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A produção industrial do Paraná cresceu 17,7% em maio quando comparada a abril, eliminando a queda de 15% observada no mês anterior. Em relação a maio do ano passado, o crescimento foi de 31,3%, bem acima da média nacional de 14,8% e foi o oitavo resultado positivo consecutivo e o mais elevado desde agosto de 1993 (35,2%). No acumulado do ano (janeiro a maio), a produção da indústria paranaense registrou aumento de 15,6% sobre igual peíodo de 2009.

As contribuições positivas mais relevantesna formação da taxa geral no mês de maio vieram dos setores de edição e impressão (106,2%), veículos automotores (55,5%) e máquinas e equipamentos (52,5%), impulsionados em grande parte pelos itens livros; caminhões e caminhão/trator; e tratores agícolas, máquinas para os setores de celulose e têxtil, máquinas para colheita e refrigeradores para uso doméstico e industrial. Vale destacar também as taxas positivas vindas de celulose e papel (30,9%) e de bebidas (50,4%), influenciados principalmente pela maior fabricação de embalagens de papel e papelão e papel jornal, no primeiro ramo, e cervejas e chope no segundo.

Por outro lado, o único impacto negativo em maio em relação a igual mês do ano passado veio de refino de petróleo e produção de álcool (-2%), pressionado em grande parte pela menor produção de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e álcool.

Nos cinco primeiros meses do ano, 12 ramos da indústria aumentaram a produção. O principal impacto positivo veio de veículos automotores (61,6%), influenciado em grande parte pelos avanços na fabricação de caminhões, caminhão-trator e automóveis. Os setores de máquinas e equipamentos (43,3%), celulose e papel (14,5%) e mobiliário (51,2%) também exerceram pressões positivas relevantes sobre a média da indústria. Nesses setores, destacaram-se os itens máquinas e equipamentos para os ramos de celulose e têxtil, máquinas para colheita, tratores agícolas e refrigeradores, no primeiro ramo, embalagens de papel e papelão, no segundo; e guarda-roupa, poltronas e sofás, e armários de cozinha, todos de madeira, no último setor.

Por outro lado, os impactos negativos vieram de outros produtos químicos (-8,7%) e edição e impressão (-1,3%), pressionados respectivamente pela redução na produção de adubos ou fertilizantes; e de impressos para uso comercial, livros e jornais.

Soma

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