Empresas têm até 31 de dezembro para recuperar tributos pagos indevidamente

Empresas têm até 31 de dezembro para recuperar tributos pagos indevidamente

Em um ano marcado por dificuldades de várias ordens, inclusive econômicas e financeiras, toda possibilidade de recuperar tributos pagos indevidamente é bem-vinda. Por isso, empresas dos mais diversos portes e atividades podem, até 31 de dezembro de 2020, pleitear à Receita Federal a devolução de valores relacionados a tributos liquidados incorretamente no exercício de 2015.

Nesse trabalho de apuração e identificação do dinheiro a receber de volta, a inteligência artificial se mostra uma aliada indispensável. Soluções automatizadas reduzem de 90 para três ou quatro dias no máximo o processamento das informações, e elaboração do pedido, ao Fisco, de reposição desses tributos.

Quem explica é a consultora Caroline Souza, CEO da AiTaX, consultoria tributária voltada à revisão fiscal e planejamento tributário com o uso de robôs. De acordo com a consultora, de cada dez empresas analisadas pela consultoria, em média, sete têm tributos a recuperar.

“A legislação estabelece como cinco anos o prazo para se pedir Caroline Souza, CEO da AiTaX.restituição ou compensação tributária de um determinado ano. Assim, em 2020 se encerra o prazo referente a 2015”, alerta Caroline Souza. Ela lembra que, no planejamento anual, a Receita Federal estima a devolução de cerca de R$ 1,5 trilhão aos contribuintes brasileiros, valor previsto pelo governo federal para justamente diminuir o impacto financeiro resultante da confusa legislação tributária.

Desse montante, a absoluta maioria é de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Assim, sublinha a consultora, empresas que ainda não providenciaram o pedido “podem estar perdendo dinheiro”, e têm os últimos dias do ano para evitar possíveis perdas irreversíveis em 2021.

Caroline Souza assinala que o tempo é curto, para um processo complexo. “Quando falamos de um exercício – neste caso, o ano de 2015 –, estamos falando de 12 meses de notas fiscais de entrada, de saída, de diversas movimentações contábeis”. Neste sentido, a inteligência artificial vem para viabilizar esse processamento e a apresentação de alternativas.

“É humanamente impossível fazer isso agora, até 31 de dezembro de 2020. Mas por meio da inteligência artificial é perfeitamente viável. Pela AiTaX, nossa solução já tem 1,8 bilhão de cenários mapeados. Então, a partir da especificidade de cada empresa, é possível elaborar análises e propostas que atendam tal especificidade”, afirma a especialista.

Passo a passo

A consultora resume como se dão os trâmites. Primeiro, a partir dos dados da empresa, o sistema robotizado faz a revisão de todo o ano-base. Na sequência, o mesmo robô identifica as oportunidades. Com as possibilidades mapeadas, entra a atuação de profissionais humanos: reunião com a empresa para, conjuntamente, definir a melhor estratégia – por exemplo, se é melhor optar por pedir restituição ou solicitar ao Fisco algum tipo de compensação tributária.

Tomada a decisão, o passo seguinte é o de protocolar o pedido na Receita Federal. A partir do momento em que se efetiva o pedido, passa-se a contar novo prazo. “O robô faz o trabalho que, um time inteiro, mesmo que dedicado exclusivamente, não conseguiria fazer. A atuação humana fica, então, com o que é mais estratégico. A nossa equipe – contadores, advogados e economistas – faz a análise do que compensa mais e, em contato com o cliente, toma-se a decisão estratégica.”

Caroline Souza salienta que, pelo site da AiTax (www.aitax.com.br), a empresa pode iniciar o processo de diagnóstico sobre sua situação.

A AiTax, comandada por Caroline Souza, é uma empresa do Grupo ROIT, accountech que conta com mais de 150 especialistas em tributação, experientes em diversos segmentos e portes de empresas. Surgiu como uma das diversas soluções desenvolvidas pela ROIT – com o crescimento, o grupo optou por constituí-la com foco em consultoria tributária, sendo operada com inteligência artificial e humana.



Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *