Empresas de materiais de construção não temem crise
A crise financeira mundial não vai causar reflexos negativos no setor de materiais de construção no Brasil e no Paraná. Pelo menos essa é a constatação das principais entidades do setor, que apostam no tradicional crescimento das vendas de materiais no final do ano para afastar a possibilidade de crise. Para acentuar este cenário de otimismo, acontece de 15 a 18 de outubro, no Expotrade, em Pinhais, a Expocon 2008 – 11ª Feira de Fornecedores da Construção Civil.
A feira apresenta as principais novidades em produtos e serviços de 150 indústrias brasileiras, 30% a mais do que na edição do ano passado. São esperados 28 mil visitantes, a maioria do Paraná e de Santa Catarina, ante os 23 mil de 2007. O evento é voltado para profissionais da construção civil, mas é aberto também para o público interessado em construção ou reforma.
Para o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Curitiba, Rogério Martini, a feira vai consolidar a posição do mercado de se manter otimista, com previsão de aumento de vendas de 10% em 2008 em relação a 2007. Segundo ele, as tecnologias e produtos apresentados na feira vão gerar vendas e relacionamento, que ajudam a aquecer o setor. Na sua avaliação, o adiantamento do 13º salário e os empregos temporários agregam renda ao brasileiro, que tenderá a comprar á vista para evitar possíveis aumentos de juros e restrições de financiamentos. Apenas se houver restrições de financiamentos poderemos ter queda nas vendas e baixar o crescimento previsto de 10% para 7%â€, destaca.
Para as indústrias de materiais de construção, que vinham atestando crescimento nos negócios, o momento é de cautela. A curitibana Aeroflex, fabricante de produtos em aerossol também utilizados na construção civil, preocupa-se com o aumento dos custos das matérias-primas importadas, cujos valores são baseados no dólar do dia. Por enquanto, a empresa não alterou as metas de crescimento para 2008 – a pretensão é chegar á marca de R$ 12 milhões em faturamento, 40% a mais em relação ao ano passado. Porém, se a situação do dólar perdurar, a diretoria será obrigada a rever as expectativas.
A fabricante de tubos, conexões e acessórios em PVC Plastilit, com sede em Curitiba, projeta um crescimento de 35% em toneladas produzidas por mês até o final do ano. Porém, a empresa teme os reflexos da crise norte-americana no que diz respeito á diminuição das linhas de crédito e ao aumento dos juros nos financiamentos, pois atende, em especial, ao varejo.








