RodoNorte utiliza pneus para recuperar rodovias paranaenses

Enquanto no mundo inteiro a destinação do pneu é tida como um grave problema ambiental, principalmente por conta da demora em se decompor, no Paraná o produto está se transformando em símbolo da preservação ambiental. Milhares de pneus estão deixando de ser descartados incorretamente no meio ambiente para serem transformados em matéria-prima para um tipo de asfalto ecológico. Isso está acontecendo nas rodovias administradas pela concessionária RodoNorte.

A borracha produzida através da reciclagem de mais de 360 mil pneus inservíveis já resultou na recuperação de aproximadamente 300 quilômetros das rodovias que ligam Curitiba a Apucarana e Ponta Grossa a Jaguariaíva. A técnica é considerada pioneira no Brasil. São utilizados cerca de 1,2 mil pneus em cada quilômetro de rodovia recuperada.

Além de dar a destinação correta para um material que demoraria, no mínimo, 600 anos para se decompor na natureza, a técnica do asfalto ecológico agrega maior qualidade á  malha pavimentada, ampliando as condições de conforto e segurança para os motoristas e aumentando a vida útil do pavimento.

O reaproveitamento da borracha dos pneus na manutenção do pavimento das rodovias também aumenta a durabilidade do pavimento. Além disso, em dias de chuva, esse tipo de asfalto reduz o spray de água produzido pelos pneus. Em dias de pista seca, ele ajuda a reduzir os ruídos e aumenta a aderência com o pneu.

A alta tecnologia também está ajudando na recuperação das rodovias e na preservação do meio ambiente no Paraná. Com a utilização das máquinas mais modernas disponíveis no mercado, a concessionária RodoNorte está realizando, literalmente, a reciclagem da própria rodovia.

Camadas de asfalto que estão com a vida útil comprometida são trituradas, transformadas e, depois de recicladas, passam a compor a base de um novo pavimento, que é mais durável, mais resistente e ecologicamente correto. Antes da utilização dessa técnica, as antigas camadas de asfalto eram retiradas da rodovia e depositadas em locais chamados de bota-fora” e demoravam anos para se decompor no meio ambiente. Agora, essa antiga massa é transformada ali mesmo, na própria rodovia, e ganha um novo valor. Com este reaproveitamento, nós reduzimos a exploração de novas pedreiras e jazidas minerais. Além disso, como o processo é mais ágil, também reduzimos o tempo de interferência no tráfego normal dos veículos”, acrescenta o gestor de Obras da RodoNorte, Elvio Torres.

Soma

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