Plantio de seringueiras é estimulado no Paraná
O governo do Paraná está preparando um plano para estimular o cultivo de seringueiras nas regiões norte e noroeste do Estado. O objetivo é aproveitar o bom momento desse mercado e incrementar a renda da agricultura familiar. O trabalho será feito em parceria com órgãos do governo, produtores e cooperativas, como a Cocamar, de Maringá. A intenção é aumentar dos atuais 800 para cerca de 10 mil hectares a área de cultivada no prazo de dez anos, o que poderá viabilizar o investimento em indústria de processamento local de borracha, porque hoje a produção é vendida para empresas instaladas no interior de São Paulo.
A expansão da heveicultura, como é chamada a cultura da seringueira, pode até ajudar na recuperação de áreas de reserva legal, porque uma resolução da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná permite o uso da árvore por um ciclo econômico em conjunto com cinco espécies nativas do Estado.
Segundo o chefe da divisão de cultivo florestal da secretaria estadual da Agricultura, Renato Viana Gonçalves, independentemente do plantio em reserva legal, a seringueira é uma cultura viável no Estado. Mas a intenção também não é substituir outros produtos, como grãos e cana, e por isso outra opção a ser adotada é o plantio combinado com café. Para o secretário da Agricultura, Valter Bianchini (foto), há vários anos o Estado discute a viabilidade do cultivo de seringueiras, porque o país consome cerca de 300 mil toneladas por ano de borracha e produz um terço disso. O plano deve ser lançado ainda em novembro e, para que caminhe, será necessário ampliar os viveiros e produzir mudas para o plantio de mil hectares por ano a partir de 2010.
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