Aumenta o pessimismo de empresários do comércio paranaense

O empresário do comércio de bens, serviços e turismo do Paraná, com empresas ligadas aos sindicatos filiados á  Federação do Comércio do Paraná, estão ainda mais reticentes com relação aos cenários econômicos para o primeiro semestre de 2009. Em nova pesquisa de opinião realizada em janeiro último, foi constatada uma queda ainda maior no otimismo do setor comercial.

Ao responderem o questionamento: O senhor mantém a opinião manifestada anteriormente em relação a sua expectativa de desempenho do comércio no 1.º semestre de 2009? Por que?”, apenas 28,57% responderam que sim. Na pesquisa realizada em novembro e dezembro de 2008, 58,62% manifestaram-se otimistas com relação aos primeiros seis meses de 2009.

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio, Darci Piana (foto), como ocorreram mudanças no cenário econômico mundial entre novembro e dezembro de 2008 e a primeira quinzena de 2009, com reflexos sobre a economia brasileira, a intenção dessa pesquisa foi verificar como estava o comportamento do empreendedor depois dos acontecimentos, como redução nas vendas de Natal, entre outras.

Dentre os fatores que contribuíram para a mudança na perspectiva dos empresários o destaque foi para a conscientização de que um conjunto extenso de variáveis está fora do controle do governo brasileiro e das políticas econômicas nacionais, como é o caso do socorro aos bancos nos Estados Unidos e na Europa. Outro fator restritivo é o adiamento ou redução de consumo e de investimentos, além de juros elevados e manutenção da carga tributária.

Para Piana, a dispensa de trabalhadores que vem ocorrendo em várias empresas, principalmente indústrias, no Brasil e no mundo, estão impactando de forma negativa tanto empresários quanto trabalhadores, e isso vem se refletindo no consumo”, lembra o empresário. A adoção de medidas restritivas á  concessão de crédito também é um impeditivo ao crescimento e que provoca pessimismo no empresariado. Outro fator a ser levado em consideração para a mudança de humor é a quebra na safra paranaense, em cerca de 12% (mais de 6 milhões de toneladas que deixam de ser colhidas). Isso, sem dúvida trará reflexos para a economia do Estado e nacional.

Na avaliação do presidente da Fecomércio, os resultados obtidos na pesquisa são suficientes para demonstrar a necessidade de atenção especial da Presidência da República e das autoridades econômicas: Banco Central, Copom, Ministério da Fazenda e outros órgãos, em relação ao setor produtivo paranaense e brasileiro”. De acordo com Piana, este é um momento em que as classes produtoras do País estão expostas a um conjunto mais agressivo e extenso de restrições e incertezas. 

Ainda segundo o presidente do Sistema Fecomércio, o empresário do comércio está preocupado no atual momento em poder garantir o emprego aos respectivos trabalhadores. Nessas circunstá¢ncias, cabe ao governo atuar no sentido de contribuir para que as classes produtoras possam também cumprir com uma importante função social”.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *