Estudo mostra que 40% das empresas de private equity correm o risco de desaparecer

Quarenta por cento das empresas de private equity do mundo podem desaparecer nos próximos três anos, como resultado do aprofundamento da crise econômica. A conclusão é de um livro branco publicado recentemente em conjunto pela IESE Business School, de Barcelona, e pela empresa global de consultoria The Boston Consulting Group (BCG). Os autores do livro branco são o professor Heinrich Liechtenstein, da IESE, e Heino Meerkatt, sócio-sênior e especialista em private equity do BCG, baseado em Munique.

Intitulado Get Ready for the Private-Equity Shakeout, o documento está fundamentado em dados disponíveis publicamente de empresas de private equity, portfólio de empresas, bancos e cotações de credit default swaps (CDS), além de análises feitas pelos autores sobre níveis de transações de empréstimos e probabilidades de inadimplência.

Os autores descrevem causas da crise, como a situação afetará os agentes do setor de private equity e o efeito do colapso de empresas do portfolio na economia em geral. Finalmente, oferecem sugestões de o que as empresas de private equity podem fazer com relação á  ameaça e como aproveitar as oportunidades que irão surgir.

De acordo com o estudo, “quase todas as empresas de private equity foram capazes de obter um crescimento exponencial devido a um clima financeiro e econômico favorável de forma incomum e, em particular, em conseqá¼ência de quatro importantes aceleradores do crescimento: quantidades muito grandes de crédito barato, lucratividade em crescimento em todos os setores, preços em elevação dos bens e a alocação de recursos significativos de investidores institucionais em fundos de private equity. A recente crise financeira e econômica colocou rapidamente todos esses fatores correndo na direção oposta”.

Apesar de os autores preverem um grande número de baixas no portfólio de empresas, não prevêem uma “onda de choque” econômica.

“Mais que isso, estamos confiantes nas possibilidades de essas empresas – mesmo as que entrarem em dificuldades – terem as mesmas chances de sobrevivência das que não são propriedade de empresas de private equity”, acrescentaram.

O impacto mais importante será nas próprias empresas de equity funds. Os autores calculam que entre 20 e 40% dessas empresas vão naufragar. Trinta por cento vão sobreviver e o restante, em sua opinião, enfrentará enormes dificuldades.

As empresas de private equity devem tomar as seguintes medidas para enfrentar a crise: focar em melhorias operacionais; buscar oportunidades para ampliar sua participação em parte do portfólio de outras empresas de private equity em dificuldades; e examinar a possibilidade de oferecer participações em uma arena mais ampla.

Soma

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