Produtos made in China preocupam indústria de confecções

Ao mesmo tempo em que os municípios de São José dos Pinhais, Campo Largo, Araucária e Pinhais disputam a instalação de um pólo têxtil e de confecções, cujo projeto está em andamento e deverá ser concretizado ainda este ano, a grande preocupação do setor têxtil e de confecções, é com o fim do acordo de autolimitação do volume de importação de produtos chineses. Este acordo, que não está mais vigorando, previa que 72 produtos asiáticos têxteis poderiam ser vendidos aqui, porém com restrições de volume. Agora, uma avalanche de vestuário chinês está prevista para acontecer nos próximos meses, e pode provocar grandes prejuízos á s nossas indústrias.

Eu conversei com o presidente do Sindicato da Indústria de Confecções de Curitiba e região Leste do Paraná e coordenador do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Paraná, Ardisson Akel (foto) e ele me disse que neste início de ano, a valorização do dólar acabou ajudando as nossas empresas, já que as importações ficaram mais caras.

Entretanto, as compras de inverno já estão sendo efetuadas pelo comércio e é praticamente impossível competir com alguns produtos chineses, como por exemplo, os agasalhos de nylon ou as jaquetas stuff ou de pele sintética. Ardisson Akel me informou que uma jaqueta stuff é importada da China por US$ 10. Aqui é impossível produzir o mesmo produto pelos mesmos US$ 10 ou cerca de R$ 24. Agora na fabricação de jeans, camisetas de algodão e camisas de tricoline, nosso preço é imbatível, garante Akel.

A China em 2000 exportava R$161 milhões para o Brasil. Em 2008 foram R$ 992 milhões, mesmo com o acordo de cotas ainda vigente. Os chineses são os maiores exportadores de produtos do setor têxtil e de confecções, com 27,2 % do mercado mundial ou US$ 144 bilhões.

Apesar de todo o cenário instável, o setor têxtil e de confecções do Paraná, que hoje está entre os cinco maiores do Brasil, trabalha com uma projeção de crescimento de 3%. Para alcançar as metas, nossas indústrias estão reduzindo custos, aumentando a eficiência e apostando na elevação da produção destinada ao mercado interno. 

Soma

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