Viagens corporativas movimentam R$ 17,4 bilhões
No ano passado, o mercado de viagens corporativas, incluindo os prestadores de serviços que atuam nos segmentos de hospedagem, transporte aéreo e locação de autos, obteve um faturamento total de R$ 17,46 bilhões, um aumento de 6,78% sobre 2007, ano em que a receita do setor ficou em R$ 16,35 bilhões.
Com o efeito multiplicador, a movimentação do segmento de viagens corporativas alcançou R$ 33,01 bilhões, o que representa um crescimento de 6,80% sobre 2007, quando foi de R$ 30,9 bilhões. Estes são alguns dos dados do 3o IEVC (Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas), que foram apresentados hoje (02/02) na abertura do 4o LACTTE – Encontro Latino-Americano de Viagens Corporativas e Tecnologia.
O setor de transporte aéreo de viajantes corporativos também teve variação positiva na receita, registrando um faturamento de R$ 9,15 bilhões no ano passado contra R$ 8,58 bilhões no ano anterior, o que representa 52,44% do total da receita gerada pelas viagens corporativas. Já os serviços de hospedagem têm uma representatividade de 35,73%, isto é, R$ 6,24 bilhões, valor que foi de R$ 5,42 bilhões em 2007. O setor de locação de automóveis, por sua vez, representa 5,61% do faturamento das viagens corporativas com receita de R$ 979,7 milhões em 2008 contra R$ 885,7 milhões em 2007.
Ainda segundo o estudo, em 2008 o setor de viagens corporativas gerou diretamente 227.254 empregos (contra 220.961 em 2007). Indiretamente, foram gerados 254.524 postos de trabalho (contra 247.476 no ano anterior), de acordo com o multiplicador de empregos calculado para o Brasil pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a OMT (Organização Mundial do Turismo).
O IEVC (Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas) é um estudo realizado pelo professor Doutor de Economia do Turismo da ECA-USP (Universidade de São Paulo), Hildemar Brasil, com o apoio da ABGEV – Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas e mais três entidades – FAVECC (Fórum das Aências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais), FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) e TMC Brasil (Associação das Empresas Administradoras de Viagens de Negócios do Brasil).
Para a presidente da ABGEV, Viviá¢nne Martins, em momentos de crise a atuação do gestor de viagens torna-se ainda mais importante para que as empresas possam fazer uma gestão adequada dos recursos investidos nas viagens de seus executivos. Segundo ela, o terceiro IEVC comprova que mesmo com a crise econômica as empresas não podem simplesmente parar de buscar novos negócios e cortar os custos com viagens. A saída é justamente contar com profissionais especializados no gerenciamento e negociação com fornecedores.








