As armadilhas do consumo

Decisões financeiras são tomadas por impulso, compulsão e principalmente pelo significado que determinados produtos adquiridos têm para cada um. Da compra de um sapato á  aquisição de um iate, o status, o poder, a auto-estima e a imagem que se quer passar para os outros são alguns dos motivadores – conscientes ou inconscientes – que determinam as escolhas das pessoas no dia-a-dia. O problema está no excesso e quando o limite do consumo é ultrapassado as perdas são muitas, indo do endividamento ao sofrimento desmedido. Como lidar com isso numa sociedade que exige e promove um consumo tão acelerado e vigoroso?

Por que as pessoas compram tanto? Quais são os motivos que levam ao endividamento repetitivo? O que faz as pessoas esquecerem” suas reais condições financeiras e contraírem dívidas? Os afetos interferem nas decisões financeiras? Realmente, tudo na vida é pago? Pesquisas, livros, experiência de vida, trocas de idéias e as manifestações artísticas foram construindo respostas que ajudam aos que querem romper com as dívidas financeiras e emocionais.

Quem se encaixa neste quadro não deve perder a palestra da psicanalista Márcia Tolotti (foto)autora do livro As Armadilhas do Consumo”, que participará da Expo Money Curitiba. Na palestra “Finanças e Emoções: A Importá¢ncia da Ordem Stop”, assim como no livro, ela demonstra que as dívidas financeiras, em muitos casos, não são contraídas apenas por má gestão financeira.

Mas, afinal, o que são dívidas afetivas? São os afetos que interferem nas escolhas financeiras como, por exemplo, quando os pais compram um presente para o filho, mesmo sabendo que não seria o momento adequado. Muitos pais se sentem culpados por passar pouco tempo com a família e compensam com algum presente, ou seja, eles se sentem em dívida com os filhos. A lei da compensação é uma das grandes armadilhas”, explica Márcia.

Comprar por estar angustiado, triste ou por acreditar que um sapato novo, um celular mais moderno ou um carro mais sofisticado trarão segurança, auto-estima ou felicidade, são exemplos dos afetos que interferem na hora das compras. Gastar mais do que recebe, não ter um planejamento financeiro, utilizar cheque especial, parcelar o cartão de crédito ou fazer diversos financiamentos, são exemplos de má gestão financeira.

Soma

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