IPEA prevê crescimento econômico de 1,5% a 2,5%
Mesmo com a crise mundial, a economia brasileira vai crescer neste ano. Porém, crescerá menos: entre 1,5% e 2,5%. በo que prevê a Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta quarta-feira (25), em Brasília. A publicação trimestral do Grupo de Análise e Projeções da Diretoria de Estudos Macroeconômicos projeta ainda um déficit nas transações correntes de US$ 18 bilhões a US$ 25 bilhões e uma taxa de inflação entre 3,7% e 4,7% para o ano. Este resultado é reflexo de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o PIB cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre, diz o anexo de projeções da Carta.
Para o Grupo de Análise e Projeções, as taxas de crescimento trimestral em 2009 serão, respectivamente, 0,2%, 1,6%, 2,5% e 3,1%. Durante a apresentação, o coordenador da pesquisa, Roberto Messenberg, que trabalha no escritório do Ipea no Rio de Janeiro, atacou a política econômica do governo e defendeu a queda na taxa de juros e no superávit primário.
Na avaliação de Messenberg, não há justificativa para praticar um superávit fiscal, que é uma política contracionista, e uma política monetária tão ortodoxa neste clima em que estamos vivendo, claramente abaixo do pleno emprego.
A Carta mostra que os investimentos da União caíram de 2007 para 2008 tanto em valores nominais como em percentuais do PIB. O coordenador da pesquisa alerta que o governo precisa baixar o superávit primário, reduzir a despesa fiscal com juros e investir. Sem investimento, nossa economia vai ficar sem defesas contra a queda do emprego e o baixo crescimento. Em épocas de crise, é mais fácil cortar investimentos, porque não são gastos fixos. Mas, se cortar ainda mais, aí é que a economia não cresce mesmoâ€, conclui Messenberg.








