Atividade industrial tem recuperação tímida

A indústria brasileira de transformação registrou uma leve alta no faturamento real e nas horas trabalhadas no mês de fevereiro, mas os sinais de crescimento mais forte, no entanto, ainda são inconsistentes. As informações constam da pesquisa Indicadores Industriais do mês de fevereiro, divulgada nesta terça-feira (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
 
Segundo o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, haverá um quadro mais claro ainda no atual trimestre, se confirmada a estabilidade da situação mundial. A superação definitiva das dificuldades apenas ocorrerá quando da retomada das grandes economias e do comércio mundial”, explica.

Os Indicadores Industriais de fevereiro mostraram um faturamento real 2,3% superior o mês de janeiro, no indicador original. No índice dessazonalidado, o aumento foi de 0,7%. Na comparação com o mesmo mês do
ano passado, porém, a queda ainda é significativa: -10%. No bimestre, a queda ante igual peíodo de 2008 é de 10,9%.

As horas trabalhadas na produção acompanharam o faturamento real da indústria de transformação. Elas cresceram 0,4% em fevereiro ante janeiro no índice real e tiveram um aumento de 0,2% no índice dessazonalizado. Na
comparação com o mesmo mês de 2008, a queda foi 8,4%. No acumulado do ano, as horas trabalhadas na produção estão em queda de 7,8% ante os dois primeiros meses do ano passado.

A leve recuperação no faturamento real e nas horas trabalhadas na produção fizeram o Nível de Utilização da Capacidade Instalada interromper uma série de quatro quedas consecutivas. O NUCI ficou em 77,8% em fevereiro, mesmo patamar de janeiro, no indicador dessazonalizado. No mesmo peíodo do ano passado, o indicador era de 83,1%. O nível em que o NUCI se estabilizou é o mesmo de julho de 2003, última vez na série em que havia ficado abaixo de 78%.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *