Burocracia é o maior problema da construção civil
O mercado da construção civil continuará crescendo este ano e pode ser a solução para diminuir os problemas da crise no Brasil, podendo inclusive segurar a queda do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o presidente da Cá¢mara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão (foto), que está nesta terça-feira (7), em Curitiba, para apresentar um panorama geral sobre o setor da construção civil a convite do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, o maior perigo que pode travar os projetos do governo de construir 1 milhão de casas é a burocracia.
A máquina pública é muito desorganizada. Embora a Caixa Econômica Federal já tenha reduzido de 254 para 30 os procedimentos para analisar os projetos, ainda há muito por ser feito para acabar a burocraciaâ€, disse Paulo Simão.  Hoje, por exemplo, no que se refere ao crédito para habitação, as construtoras chegam a levar até seis meses para obter financiamento dos projetos junto á Caixa Econômica Federal. Estimativa da entidade aponta que a burocracia chega a aumentar o custo final de uma obra em até 10%.
Paulo Simão afirmou durante entrevista coletiva á imprensa, em Curitiba, que o pacote do governo está na direção certa, mas para ser bem-sucedido terá de vencer o enorme desafio da inércia administrativa.
Outro grande problema apontado pelo presidente da CBIC é a questão dos terrenos, que ele considera um dos gargalos do Brasil. Aliás, este tema acabou não fazendo parte do pacote habitacional. De acordo com Paulo Simão, não existe uma legislação que facilite a venda de loteamentos e não há terrenos suficientes para a construção de 7,5 milhões de unidades habitacionais. O loteador deve ter uma responsabilidade maior, devendo colocar um percentual para lotes popularesâ€.








