Varejistas não souberam aproveitar a redução do IPI
As manchetes dos jornais desta terça-feira (16) sobre a falta de produtos da linha branca nas lojas não deixam dúvidas: alguns varejistas não souberam aproveitar da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. De acordo com André Lucena, gerente de Projetos da RGIS, empresa especializada em serviços para o varejo, quem não esteve atento á s ineficiências na gestão do estoque acabou perdendo.
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Segundo Lucena, fatores como eficiência total no controle e reposição de estoques e cuidados especiais com furtos/roubos e quebras na retaguarda são essenciais para definir o tamanho da perda. Para o executivo, porém, ainda há tempo para recuperar o tempo (e o dinheiro) perdido. Esta é a hora de investir em serviços especializados para a prevenção de perdas.â€
Para o especialista, uma das grandes vilás é a contagem amadora dos estoques, que pode levar o varejista a ter prejuízos com falta ou excesso de itens no ponto-de-venda. A ausência de controle profissional sobre a movimentação de produtos pode gerar perdas que vão desde uma pequena diferença de estoque até compras indevidas e, por que não dizer, aumento de furtos e fraudesâ€, detalha.
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Lucena dá duas dicas valiosas para os varejistas:
– Cuide do inventário da loja de forma profissional e, se necessário, procure empresas especializadas neste tipo de serviço. A contagem do estoque é um trabalho minucioso. Se realizada de forma inadequada, apresentará discrepá¢ncias entre estoque físico e teórico que certamente trará grandes prejuízos para o varejista.
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– Não abra mão de auditorias operacionais permanentes, para ter a medida exata dos gaps (diferenças) entre o processo devido e o efetivamente praticado em sua empresa. E para não correr risco com o desaparecimento de ‘produtos’, não esqueça também da inspeção do recebimento de mercadorias (IRM) que monitora suas entregas desde a Central de Distribuição até o estoque da loja.
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Para o executivo, a adoção dessas práticas deve ser periódica e não apenas em datas sazonais ou peíodos de incentivo ao consumo como os de agora. Os desperdícios são atemporais e se não forem combatidos de forma eficaz e profissional, podem transformar qualquer céu de brigadeiro em uma violenta tempestadeâ€, conclui.








