Vazio sanitário da soja vigora pela segunda vez no Paraná

O vazio sanitário da soja foi anunciado pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, nesta segunda-feira (15) em Assis Chateaubriand, Oeste do Estado. A medida fitossanitária pretende eliminar a ferrugem asiática, doença que ataca as plantas causando perdas econômicas significativas nas lavouras. Quase 10 anos depois do surgimento dos primeiros focos da doença no Brasil, a Embrapa estima que a ferrugem asiática já provocou perdas de US$ 13,4 bilhões no País.

Esta é a segunda vez que o vazio sanitário da soja entra em vigor no Paraná, de 15 de junho a 15 de setembro. Conforme a resolução assinada pelo secretário da Agricultura, não pode haver plantas vivas de soja, em plantio, parques, praças e, até mesmo, derramamento de grãos durante o transporte, pois pode ocorrer a germinação dos grãos.

O vazio sanitário é uma medida fitossanitária recomendada pela pesquisa, que orienta a eliminação do hospedeiro – a soja -, para se eliminar o fungo causador da doença “ferrugem da soja”, que provoca queda das folhas e prejudica a formação dos grãos, derrubando drasticamente a produtividade das lavouras. “A preocupação é que, mesmo as plantas isoladas, que nascem em beiras de estradas, ferrovias ou no trajeto até os armazéns, podem ser hospedeiras da doença e assim migrar para as lavouras em peíodos de safra normal”, explicou a engenheira agrônoma do Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária, Maria Celeste Marcondes.

Soma

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