Bovespa valoriza 6,41% em julho e dólar tem queda de 20,2% no ano
A Bolsa de Valores foi disparada a melhor opção de investimento em julho. Depois de três semanas consecutivas de valorização, o índice Bovespa acumulou alta de 6,41% este mês e ganho de 45,9% nos primeiros sete meses de 2009 . Nesta sexta-feira (31) o Ibovespa fechou com variação positiva de 0,53%, atingindo 54.765 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,25 bilhões.
O dólar comercial fechou com queda de 0,53% no último dia de julho, sendo cotado na venda a R$ 1,865. Assim, a moeda norte-americana renova sua mínima desde o dia 26 de setembro do ano passado, quando encerrou valendo R$ 1,854. O Banco Central brasileiro voltou a realizar suas intervenções no mercado de cá¢mbio. Segundo informações do Departamento de Operações de Reservas Internacionais, a autoridade monetária realizou um leilão no mercado á vista entre as 14h43 e as 14h53 (horário de Brasília), cuja taxa aceita foi de R$ 1,866.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 4,99% em julho, frente á baixa de 1,90% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 20,20%.
Tanto a opção do CDI quanto dos CDBs pré-fixados renderam 0,75% no sétimo mês de 2009 em termos nominais, ou 1,19% quando se pondera a inflação medida pelo IGP-M (ándice Geral de Preços – Mercado) no peíodo. A caderneta de poupança vem logo em seguida, com retorno mensal de 1,04%, descontando a inflação. O ouro, por sua vez, aparece lá atrás, com retorno negativo de 2,39% em termos nominais no mês, superando apenas o dólar.
Já as bolsas europeias terminaram a última sessão do mês em baixa, em resposta aos decepcionantes balanços corporativos do setor petrolífero. Pesaram também os indicadores econômicos da região revelados nesta sexta-feira (31), que mostraram o aumento do desemprego na zona do euro, que avançou para 9,4%, e a queda de 0,6% nos preços na região em junho.
O PIB norte-americano, principal índice da economia dos Estados Unidos, recuou 1% no segundo trimestre do ano. A desaceleração da economia norte-americana foi menor do que a esperada, em torno de -1,5%. O resultado veio também melhor do que aquele apurado pela última medição, que apontou uma contração de 6,4% na medição revisada. O deflator do PIB, que mede o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou uma alta de 0,2%, abaixo do esperado (1,0%).








