Curitiba precisa de mais investimentos em saneamento para atender necessidades da Copa de 2014

A Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou nesta sexta-feira (10) os resultados da mais nova pesquisa contratada pelo Instituto Trata Brasil sobre os impactos sociais relacionados a falta de saneamento nas 12 cidades brasileiras que serão sede dos jogos da Copa do Mundo, em 2014. A classificação das cidades, conforme o acesso á  rede de esgoto, é: Belo Horizonte (97,05%), São Paulo (88,52%), Salvador (87,77%), Rio de Janeiro (83,73%), Brasília (80,17%), Curitiba (79,37), Fortaleza (54,62%), Porto Alegre (49,29%), Recife (47,12%), Cuiabá (41,21%), Manaus (34,98%) e Natal (21,26%). Segundo Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, o investimento para universalizar a rede de esgoto nas doze cidades sede da Copa de 2014 é de R$ 6,7 bilhões.
 
De acordo com os resultados apresentados, que tem como base os dados da PNAD 2007/IBGE, o impacto na saúde devido a falta de saneamento mostra que, no item morbidade hospitalar (por mil habitantes), as capitais sede que mais apresentaram doenças infecciosas e parasitárias em crianças de 1 a 4 anos, em 2008, foram Fortaleza (18,95%), Recife (16,07%) e Manaus (16,03%). As cidades que tiveram menor índice foram Rio de Janeiro (3,79%) e São Paulo (3,93%).
 
Para Marcelo Neri, pesquisador da FGV, o baixo investimento em saneamento reflete em menor qualidade de vida, maior índice de mortalidade e menor desenvolvimento físico e intelectual, como por exemplo, menor estatura e menor peso corpóreo. Ainda segundo Neri, o grande destaque entre as cidades brasileiras é Salvador. A capital baiana mostrou, nos últimos anos, que com a conscientização da população e boa gestão política, é possível melhorar os índices de qualidade de vida por meio do investimento em saneamento básico”. A evolução da cidade, em particular entre 1998 e 2002, foi a mais significativa no acesso ao saneamento. Neri aproveitou para ressaltar que ainda há tempo para todas as cidades melhorarem seus índices de serviço de rede de esgoto. Já a cidade do Rio de Janeiro foi uma das que menos evoluiu nos últimos anos.
   
Com relação á  população que deixou de realizar quaisquer de suas atividades habituais por motivo de saúde, incluindo trabalho e estudo, lideram o ranking Porto Alegre (8,59%), Natal (8,47%) e Cuiabá (8,19%). A pesquisa abordou também o segmento de educação e foi observado que o saneamento básico nas escolas é ainda pior do que nas moradias.  No Brasil, apenas 39% das instituições de ensino contam com rede de saneamento e coleta de esgoto. Belo Horizonte e São Paulo são, respectivamente, as duas cidades com melhor cobertura de rede de esgoto nas escolas, com 97% e 88,5%, reproduzindo a liderança na cobertura de rede de esgoto nas residências.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *