Empresas erram no aproveitamento de talentos
Muitos trabalhadores estão, hoje, deslocados em seus postos. Isto porque não trabalham usando seus talentos e competências, o que consome mais energia, causando mais desgaste e até doenças. A afirmação é da professora, pesquisadora, coach e empreendedora argentina Cristina Oneto, que proferiu palestra na Universidade da Indústria (Unindus), em Curitiba, sobre identificação e retenção de talentos. A especialista criou e desenvolveu a tecnologia Talentum, um software para identificação do potencial de pessoas.
Cristina veio ao Paraná a convite do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para apresentar a tecnologia a profissionais de Recursos Humanos de indústrias do estado. Segundo ela, o software analisa valores, orientação profissional, estilo de pensamento e níveis de alerta dos usuários, coletados a partir de questionários online, entrevistas e/ou consultoria. O resultado concreto são mapas e perfis de pessoas e equipes e cargos e comparativos percentuais baseados em competências. O conjunto detecta o potencial de desenvolvimento de pessoas e equipes, ajudando na retenção de talentos, na detecção de necessidades de capacitação, em coaching e mentoring, em relatórios de alinhamento posto-pessoa e na qualidade de vida do trabalhador.
A professora argentina disse que a maior causa de problemas nas equipes deve-se á interação entre introvertidos e extrovertidos. Segundo ela, atualmente a ciência já considera estas caracteísticas como condicionamento biológico, o que exclui a ideia de que é possível mudá-las. A fundamentação teórica da tecnologia é apoiada em autores como Spranger, Jung e Schein, entre outros.
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