PEC da jornada de trabalho aumentará custos das empresas em até 15%
A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o aumento da hora extra de 50% para 75% da hora trabalhada sem ajustes nos salários causarão um aumento de custos de 10% a 15% nas grandes empresas intensivas de mão-de-obra, como as indústrias de confecção. A estimativa é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, para quem é ingenuidade alegar que irá gerar mais empregos a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) instituindo as medidas, aprovada na terça-feira dia 30 de março por Comissão Especial da Cá¢mara dos Deputados.
Segundo o presidente da CNI, as empresas mais prejudicadas com a PEC serão as de pequeno porte. De acordo com ele, a pequena empresa será desestabilizada, porque não tem poder sobre o mercado. Vai ter seus custos de produção elevados, diminuirá a produção e, consequentemente, irá demitir. O efeito das medidas, portanto, será o contrário do que se pretende.
As grandes empresas pouco intensivas de mão-de-obra, de acordo com Monteiro Neto, irão repassar aos preços os aumentos de custos decorrentes da redução da jornada e da elevação do valor das horas-extras, provocando inflação. Com estes aumentos indo para os preços, o trabalhador-consumidor é quem vai pagar por isso. Haverá diminuição do poder de compra do conjunto da populaçãoâ€, destaca o presidente da CNI.
Depois de aprovada na Comissão Especial, num auditório Nereu Ramos lotado por sindicalistas, a PEC da redução da jornada de trabalho seguirá para votação do plenário da Cá¢mara, em dois turnos. Como se trata de emenda constitucional exigirá aprovação mínima de 308 deputados. Se passar pelo plenário da Cá¢mara, segue para o Senado, também para votação em dois turnos.








