Consumidor prefere comprar produtos de higiene em farmácias

Após alguns anos de crescimento elevado no varejo brasileiro, a cesta de higiene e beleza teve em 2008 a maior retração frente á s demais, com variação negativa de 2,1% em volume e 1,5% em valor, na comparação com 2007. በo que mostra um estudo da Nielsen Shopper Visions, divulgado nesta quarta-feira (5), cujo universo representado é de 36,9 milhões de domicílios, ou seja, 80% da população domiciliar do país e 93% do índice de potencial de consumo.
 
De acordo com a consultora de Shopper da Nielsen, Patícia de Moraes, a queda foi impulsionada por itens relacionados ao banho (xampu, pós-xampu, sabonete e desodorante) e está atrelada a alguns fatores importantes: o aumento do preço do sebo, insumo básico dos produtos de higiene, que resultou em repasse ao consumidor final; o verão menos quente e, consequentemente, com menor número de banhos; e o aumento na oferta de tratamentos capilares diferenciados, como escovas progressivas, que exigem um número menor de lavagens.

Apesar da retração na cesta, dois movimentos de crescimento foram observados: O canal porta a porta ganhou mais 3,4 milhões novos shoppers (ou seja, as pessoas que definem e decidem as compras), e nas farmácias registramos aumento de 1,3% no valor e volume de vendas, no comparativo entre 2008 e 2007”, conta a executiva.
Neste tipo de estabelecimento, aliás, o incremento nas vendas foi bastante impulsionado pelas cadeias, que apresentaram desempenho superior á  média, ganharam importá¢ncia em volume e valor e já respondem por 33,5% das vendas do canal.

O estudo levou em conta dez categorias da cesta (sabonete, creme dental, xampu, pós-xampu, escova dental, desodorante, protetor solar/bronzeador, tintura para cabelos, absorvente e creme para a pele) e constatou que: 72% dos shoppers são de nível socioeconômico alto e médio (classes A, B e C). Destaque também para as classes D E, que gastaram 22% com a compra desses itens neste tipo de estabelecimento em 2008, 2% a mais que em 2007; 44% residem na região Sul do País e na área que compreende Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, 12% são da Grande São Paulo e 13% da região metropolitana do Rio; 40% são monoparentais (família constituída em torno só da máe ou só do pai, separados, com ou sem novo cônjuge) ou independentes (lares de casais sem filhos, ou adultos que moram sozinhos). O gasto de casais com filhos adultos (entre 18 e 29 anos) representa 15% dos gastos neste canal, crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2007.

Apesar de os compradores conscientes ainda representarem a maior camada da população brasileira e também serem os que mais compram estes produtos em farmácias (equivalem a 38% de todo o gasto no canal), os shoppers de estilo de vida maduro bem sucedido são responsáveis por 16% dos gastos no canal.

De acordo com a pesquisa, os shoppers de farmácia têm as seguintes caracteísticas:

– Representam 58% dos brasileiros (cerca de 21 milhões de lares compradores)
– Vão ao ponto de venda cerca de cinco vezes ao ano
– Gastam aproximadamente R$ 11 a cada compra
– 32% compram em promoção
– 32% efetuam apenas uma compra nesse canal em 12 meses
– 63% dos pagamentos são realizados com cartões (47% de crédito)
– 28% das compras são concentradas no domingo e na segunda-feira
 

Soma

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