Provável alta do aço preocupa metalúrgicas
A indústria siderúrgica começa a deixar em estado de alerta empresários do setor metalmecá¢nico. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecá¢nicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal/PR), Roberto Sotomaior Karam, além de reduzir os descontos que eram concedidos, as empresas siderúrgicas já pensam em aumentar o preço do aço até o final do ano. Mas, de acordo com o Presidente, este reajuste, somado á valorização do real, pode diminuir consideravelmente a competitividade da indústria metalmecá¢nica brasileira. O preço do aço no mercado nacional já é 35% superior ao preço internacional. Se o aumento do valor deste metal realmente ocorrer, irá estimular, ainda mais, a importação de manufaturados de aço, o que agravará a situação de desemprego que atinge o segmentoâ€, destaca.
O presidente da Frefer, segunda maior distribuidora independente de aço do Brasil, Christiano da Cunha Freire, disse que o mercado espera uma alta de cerca de 10% no preço dos aços planos para os próximos meses. Além disso, um relatório divulgado pelo banco Goldman Sachs informou que o preço do aço plano no Brasil deve subir 5% a 10% em setembro. Esta alta ocorre muito mais cedo do que o esperado pelos empresários do nosso setor. Este aumento será muito prejudicial para as empresas que já estão com negociações em andamento, pois terão que realizar um acréscimo maior no valor do contrato. Neste momento de incertezas na economia, isto não é o idealâ€, afirma.
Karam explica que o preço do aço nacional em comparação com o produto importado é de aproximadamente 25%. Enquanto a bobina quente custa US$ 920 por tonelada no Brasil, o mesmo produto importado custa US$ 730, incluindo todos os custos de importação. Com esta diferença, as empresas do setor metalmecá¢nico, com certeza, irão apostar na importação, para conseguir driblar esta alta do mercado internoâ€, diz. E continua: O reajuste neste momento irá prejudicar todo o mercado do açoâ€, finaliza.








