Agosto sinaliza recuperação mais forte do emprego formal no Paraná

O mês de agosto apresentou um crescimento de 14.437 empregos formal, ou seja, próximo ao observado em agosto de 2008 (14.695 empregos), sendo o terceiro melhor mês de agosto de 1992. Em 2004 foram 18.952 empregos. O resultado sinaliza para uma recuperação do emprego formal no Estado neste mês, bem diferente do desempenho registrado ao longo do ano, que obteve uma desaceleração da geração de empregos formais em relação ao ano de 2008.  Ainda de acordo com dados divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o nível de emprego formal cresceu 2,89% nos primeiros oito meses de 2009 com saldo de 61.870 vagas, o pior resultado desde 2000.De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/Ministério do Trabalho e Emprego e divulgados pelo DIEESE, em agosto o nível de emprego formal no Paraná registrou aumento de 0,66%, inferior ao desempenho nacional (0,74%), correspondendo a um saldo (admissões menos os desligamentos) de 14.437 empregos. O Interior apresentou crescimento de 0,68% no nível de emprego e a RMC variação de 0,63%. Com o resultado de agosto, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente 2,203 milhões.Nos primeiros oito meses de 2009 (jan-ago) foram criados 61.870 empregos, registrando um crescimento de 2,89%. O Interior do Estado apresentou no peíodo um aumento no nível de emprego de 3,59%, com a geração de 45.923 empregos, ou seja, 74,2% dos empregos gerados no Estado. Na RMC observa-se um crescimento do nível de emprego de 1,85%, com a geração de 15.947 postos de trabalho, respondendo por 25,8% dos empregos gerados no Estado.A maioria dos setores apresenta aumento no nível de emprego, mas com patamares bem distintos. Entre os maiores aumentos estão o setor de construção civil (7,61% 8.250 empregos); administração pública (5,46% 1.844 empregos); serviços (3,64%, 27.235 empregos) com destaque para os subsetores de outros serviços (8.722 empregos); hotéis e restaurantes (7.541 empregos); ensino (4.801 empregos), e  agropecuária (2,82% 3.314 empregos).Os menores aumentos ocorreram no setor de comércio (1,88% 9.405 empregos) com saldos positivos no varejista (6.324 empregos) e no atacadista (3.081 empregos); na Indústria de transformação (1,97% 11.890 empregos) com destaque positivo para o subsetor da indústria de alimentos, bebidas e álcool (13.894 empregos), indústria têxtil e do vestuário (1.769 empregos) e a indústria química (1.137 empregos) e negativo na indústria de madeira e mobiliário (-2.548 empregos), indústria de material de transporte (-987 empregos), indústria mecá¢nica (-775 empregos), indústria metalúrgica (-479 empregos) e a indústria de material elétrico e de comunicação (-438 empregos).በimportante ressaltar que desde julho/2005 houve uma alteração importante na geração de empregos formais no Estado, a RMC apresentou – no acumulado em 12 meses – um crescimento do nível de emprego maior que o Interior, sendo que em julho/2005 o nível de emprego em 12 meses aumentou 5,96% na RMC e 5,50% no Interior, revertendo uma tendência que vinha ocorrendo desde setembro/2001. No mês de agosto/2009 a RMC (1,66%) apresentou um crescimento do nível de emprego superior ao Interior do Estado (1,64%).

Soma

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