Aumenta procura por registros de marcas e patentes

Os empresários têm se mostrado cada vez mais preocupados em garantir a proteção legal de tecnologias ou produtos inovadores e de novas marcas. Aqui no Paraná, por exemplo, o Serviço de Proteção Intelectual, que faz parte do Senai Empresas, tem feito uma média de 50 atendimentos por mês, que vão desde orientações até os processos propriamente ditos para registros ou pedidos de patentes. Esta área também elabora processos para contratos de tecnologia e direitos autorais.

O empresário deve estar consciente que quando faz o registro, ele passa a ter exclusividade sobre a marca ou a tecnologia, garantindo vantagens competitivas para o seu estabelecimento e a possibilidade de licenciamento para terceiros. As patentes, por exemplo, têm prazos de exclusividade que variam de 15 a 20 anos. Depois disso, passam para domínio público, o que contribui com o desenvolvimento tecnológico.

O Serviço de Proteção Intelectual do Senai Empresas tem hoje como principais clientes as pequenas e médias empresas, que procuram a entidade para proteger marcas, produtos ou inovações tecnológicas que desenvolveram. No caso de patentes de produtos, por exemplo, é necessário atender a três requisitos básicos, que são a novidade, a atividade inventiva e a aplicação industrial. Constatado o ineditismo e a aplicabilidade do produto ou tecnologia, o Serviço de Propriedade Intelectual vai cuidar então de todo o processo para obtenção de patentes, o mesmo valendo para marcas e desenho industrial.

Outro detalhe: as micro, pequenas e médias empresas que não dispõem de recursos para pagar o processo, poderão fazê-lo através do cartão do BNDES, com prestações fixas de até 48 meses para quitação.

A indústria de alimentos El Shadai, de Chopinzinho, no Sudoeste do Paraná, em parceria com o Senai, desenvolveu uma massa ultracongelada para bolo inglês. O novo produto, comercializado sob a marca Delice Dorê, ampliou em dez vezes o prazo de validade da massa, facilitou a logística de distribuição e quadruplicou a produtividade da empresa.

Para Carlos Bazanella, proprietário da El Shadai, a tecnologia desenvolvida pela empresa após investimentos em pesquisa não poderia ficar desprotegida. Por isso, ele procurou o SenaiI Empresas para patentear a idéia.

Soma

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