CNI defende renovação de preferências comerciais dos Estados Unidos
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, defendeu nesta quinta-feira (17), em reunião com o secretário de comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, que o Sistema Geral de Preferências (SGP) seja renovado pelo Congresso norte-americano sem diminuição da lista de produtos. Segundo ele, o Brasil quer a manutenção do sistema, até porque não há acordo bilateral de livre-comércio com os Estados Unidos, éjusto que o Brasil ainda reivindique isso.Monteiro Neto relatou que o secretário se mostrou pragmático em relação ao tema, tendo dito que o SGP não pode ser uma muleta permanente para o Brasil. O presidente da CNI também informou que Ron Kirk designou assessores da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para tratar do tema com mais profundidade, nos próximos meses, com representantes da indústria nacional.O Sistema Geral de Preferências está sendo avaliado pelo Comitê de Finanças do Senado norte-americano. A intenção do governo de Barack Obama é retirar países como Brasil e ándia da cobertura desse sistema sob a justificativa de que são suficientemente desenvolvidos e não precisam de tratamento especial para que seus produtos disputem o mercado dos EstadosUnidos.A CNI informou ao secretário Ron Kirk que o SGP é imprescindível para os cerca de 4 mil produtos brasileiros contemplados, o que corresponde a cerca de 15% da pauta de exportações para os Estados Unidos. Um dos setores que têm mais produtos na lista do SGP é o de autopeças. Sem acordo de livre-comércio e sem o SGP, esses 4 mil produtos teriam, naavaliação da CNI, grandes dificuldades para entrar no mercado norte-americano.O acordo, porém, poderá ser renovado automaticamente até o final deste ano. A pauta do Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos está carregada e os senadores podem não conseguir apreciar o acordo antes da renovação automática, que seria válida por mais seis meses.








