Especialistas alertam para risco de tributar a poupança

A maioria das pessoas que aplica na caderneta de poupança, investe dinheiro que é fruto de trabalho, ou seja, que já sofreu a incidência do Imposto de Renda. Segundo o advogado tributarista do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Lázaro Rosa da Silva, isso faz com que até mesmo a constitucionalidade da nova alíquota do Imposto de Renda de 22,5% sobre o rendimento de poupanças com mais de R$ 50 mil, anunciada nessa semana pelo Ministro de Estado da Fazenda, possa ser questionada.Segundo o especialista do Cenofisco, as pessoas que aplicam na caderneta de poupança muitas vezes, economizaram a vida inteira, visando ter segurança ou mesmo comprar uma casa e não são especuladores. A tributação, que deverá variar  conforme a taxa básica de juros em vigor, foi uma forma encontrada pelo governo federal para enfrentar o problema resultante da queda nas taxas de juros do país. Isso, diz Rosa, pode acarretar em alterações futuras tanto no valor (o piso de R$ 50 mil), quanto no percentual do tributo.O projeto que taxa a poupança, se aprovado pelo Congresso Nacional, prevê o início da cobrança para janeiro de 2010.

Soma

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