Um ano de crise: até que ponto os paranaenses foram afetados?
Nesta terça-feira (15) está completando um ano da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers. Neste peíodo, a expressão crise financeira internacional passou a fazer parte do vocabulário do consumidor brasileiro.
Mas, até que ponto a crise global afetou a economia do Paraná? Se analisarmos o peíodo como um todo, chegaremos a conclusão que o comércio foi menos afetado do que a indústria. A Federação das Indústrias do Paraná está projetando para este ano uma queda de 7% das vendas industriais em relação ao ano passado. Com isso, a indústria paranaense voltará a repetir em 2009 o faturamento de 2007. A queda da indústria é decorrente basicamente do setor de veículos e máquinas e equipamentos. Acontece que embora as vendas de automóveis continuem aquecidas no mercado interno, em função do crédito e da redução do IPI, houve uma queda considerável das exportações.
Já o consumo de eletrodomésticos, móveis e vestuário não chegou a ser afetado pela crise. Com o aumento real do salário mínimo e as facilidades de financiamento, as pessoas continuaram comprando. Além do que, a ampliação do seguro-desemprego contribuiu para que a inadimplência não aumentasse.
No que diz respeito aos bens de maior valor, o que se verificou neste ano de crise global é que houve uma forte queda no consumo nos primeiros meses da crise, por conta da diminuição do crédito, mas, houve uma recuperação gradativa do consumo nos meses seguintes, especialmente nos setores em que houve ajuda do governo, como é o caso de automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção.
A grande preocupação é que o crescimento do consumo vem se dando em função do crédito, e não em cima da poupança das pessoas. O que verificamos hoje é que há um incentivo exagerado para que as compras sejam feitas no cartão de crédito. Ou seja, pagar á vista ou em dez vezes no cartão não há diferença. Com isso, os consumidores estão se endividando cada vez mais.








