Lideranças da AL visitam usina de reciclagem de resíduos da construção civil em Colombo
Nesta terça-feira (27), prefeitos, vereadores, secretários de meio ambiente e representantes de organizações não governamentais de países da América Latina farão uma visita técnica á usina de reciclagem de resíduos da construção civil Soliforte. Localizada em Colombo, a empresa é uma das pioneiras no setor e é responsável pela reciclagem de cerca de 6 mil metros cúbicos de resíduos Classe A (cerá¢mica e concreto) por mês. Mais de 40 autoridades de países como Argentina, Peru, Equador, Bolívia, Costa Rica, Venezuela, Colômbia e Paraguai já confirmaram presença.
A visita faz parte da programação da Gira Internacional de Capacitaçãoâ€, evento promovido pela Organização para o Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (Onward) e pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento Local (IIDEL). O tema do encontro será Sustentabilidade socioambiental como ferramenta para o desenvolvimento localâ€. Durante a visita técnica á Soliforte, os participantes poderão conhecer um modelo bem sucedido de reciclagem de resíduos da construção civil, trocar experiências e ver na prática como um projeto como esse pode gerar resultados socioambientais positivos. A Gira Internacional será realizada nas cidades de Curitiba (PR) e Florianópolis (SC) entre os dias 26 e 29 de outubro.
A Soliforte recebe os resíduos sólidos, separa materiais cerá¢micos e concreto, para, então, transformá-los em produtos como areia, pedrisco, pedra brita e rachão, que são comercializados pela própria empresa. Além de contribuir com o meio ambiente, o material reciclado custa 30% mais barato. A areia reciclada, por exemplo, pode ser usada para assentamento de tubulações de esgoto, argamassas de assentamento de alvenaria de vedação, contra pisos, blocos e tijolos de vedação. Já a brita, para fabricação de concretos não estruturais e drenagens e o rachão em obras de pavimentação e terraplenagem.
De acordo com dados da Soliforte, a redução do custo das obras com o uso de agregados reciclados em comparação aos materiais naturais pode chegar a 40%. Além disso, estudos indicam que a economia em limpeza pública com a redução de despejos clandestinos e na compra de materiais, em um município como Curitiba, pode chegar a R$ 835 mil ao ano.








