Pesquisa mostra o consumo de líquidos não alcoólicos no País
No Brasil, as bebidas não alcoólicas são normalmente consumidas durante as refeições ou em momentos de relaxamento, enquanto as pessoas assistem TV. Assim, esses líquidos são usualmente tomados na companhia de amigos e parentes, 80% de seu volume são consumidos em casa. A penetração de bebidas light ou diet é bem baixa no País, mais de 90% do volume ingerido é de bebidas regulares. Essas informações fazem parte do Liquimetric, grande estudo de hábito de consumo de líquidos realizado pela GfK, uma das quatro maiores empresas de pesquisa do Brasil e do mundo, que avalia a ingestão de bebidas não alcoólicas no País, por meio do preenchimento de diários de consumo. A amostra foi composta por 1.500 brasileiros entre 1 e 55 anos de idade, das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
A água é o produto com maior penetração, 90% das pessoas o consomem. Enquanto, dois terços dos brasileiros bebem refrigerantes, sucos e cafés e cerca de 50% tomam bebidas lácteas. Em média, um brasileiro consome 2 litros de bebidas não alcoólicas por dia, valor que é maior no verão do que no inverno. Ainda com relação ao volume, o maior consumo acontece fora das refeições (59%). Durante o almoço e jantar são bebidos 29% da quantidade de líquidos não alcoólicos, enquanto no café da manhá são tomados 12%.
 A GfK também mede o share of stomachâ€, ou seja, a quantidade de volume ingerido por dia de cada uma das categorias. A água é a bebida mais representativa, constituindo 37% do volume de líquidos não alcoólicos ingeridos pelo brasileiro por dia, seguida pelos refrigerantes (19%) e sucos (18%). As bebidas lácteas só aparecem na 4ª posição, com 12% do volume de consumo, seguidas pelos cafés (10%) e chás (3%).
Ao observar o “share of stomach” por regiões, é possível observar a influência do clima no consumo de produtos. O maior exemplo é o fato de 20% do volume das bebidas consumidas em Porto Alegre serem chás, enquanto a média das regiões avaliadas é de 3%. Essa predominá¢ncia também ocorre ao se comparar o volume de água bebido em Recife (49%), que é 12 pontos percentuais a mais que a média geral (37%).
Além de identificar as pessoas que fazem companhia ao consumidor no momento da ingestão, o tipo e volume dos líquidos ingeridos e as ocasiões e locais em que as pessoas os bebem, a pesquisa também aponta as razões pelas quais os brasileiros consomem cada um dos líquidos. A população bebe água motivada pela sede (hidratação), saúde e pelo produto em si (leve, natural, sem açúcar, puro), já o consumo de leite acontece por conta da saúde, gratificação (sabor) e para acompanhar as refeições ou digestão de alimentos.








