Produção industrial cresce pelo 3° mês consecutivo
As condições operacionais na economia industrial brasileira mostraram uma melhora adicional no início do quarto trimestre, com a taxa de expansão se revelando a mais rápida desde abril de 2008. O número básico Produção Industrial HSBC Brasil – uma consolidação de dados criada para fornecer, em um único número, uma visão geral e instantá¢nea do desempenho do setor industrial brasileiro – aumentou para 53.7 em outubro, em comparação com os 52.3 registrados em setembro, mostrando um fortalecimento na saúde das indústrias. Os aumentos na produção, no volume de novos pedidos e no nível de emprego sustentaram a melhora no clima de negócios, embora não tenham sido suficientes para estimular os fabricantes a reabastecerem seus estoques.
A produção industrial brasileira aumentou pelo terceiro mês consecutivo em outubro, por uma taxa acentuada e a mais rápida desde janeiro de 2008. Uma expansão igualmente forte no volume de novos negócios motivou este aumento da atividade industrial. Os entrevistados citaram a melhora nas condições econômicas e na demanda como os fatores principais por trás dos ganhos. Os dados mostraram que a fonte principal de crescimento foi o mercado doméstico, com os pedidos vindos do exterior aumentando por uma taxa mais fraca.
Houve evidência de restrições na capacidade produtiva dos fabricantes brasileiros em outubro, com os pedidos em atraso aumentando num ritmo robusto e as forças de trabalho sendo expandidas ainda mais. Tanto os negócios pendentes como o número de pessoal cresceram por taxas aceleradas, em sintonia com a tendência para o volume de novos pedidos. Para conciliar as necessidades maiores de produção em outubro, os fabricantes brasileiros adquiriram mais insumos. A atividade de compra cresceu por uma taxa sólida, apesar dos preços mais altos de matéria-prima.
A inflação de custo de insumos acelerou-se durante o peíodo mais recente da pesquisa. Os dados indicaram uma taxa acentuada de aumento que foi a mais rápida em onze meses. Os preços mais altos de matéria-prima sustentaram o aumento, de acordo com os entrevistados. Os custos do aço, do alumínio, do papel e de alimentos foram especialmente mencionados.
Pela primeira vez em quase um ano, os fabricantes brasileiros foram capazes de tirar vantagem das condições favoráveis da demanda e repassar ao consumidor os aumentos dos seus encargos de custo. Porém, a inflação de preços de produtos foi fraca apenas e abaixo da tendência para as séries anterior á crise.
Comentando sobre a pesquisa PMI Produção Industrial Brasil, Andre Loes (foto), o economista principal do Grupo no HSBC no Brasil disse que o setor industrial brasileiro mostrou um ritmo de expansão mais vigoroso em outubro, com o PMI Produção Industrial Brasil, sazonalmente ajustado, alcançando um valor de 53.7. Este nível é o mais alto desde abril de 2008, mas mesmo assim ficou ligeiramente abaixo da média bastante positiva de 55.1, registrada em 2007â€.Â
Para Loes, os aumentos nos importantes índices de produção e de novos pedidos sugerem que o processo de expansão deve continuar num ritmo robusto nos próximos meses. A leitura mais positiva do índice de emprego (indicando uma segunda expansão sucessiva) também indicou um otimismo crescente nos negócios e é consistente com a tendência de criação líquida de empregos formais revelada pelas estatísticas do Ministério do Trabalho. Finalmente, e igualmente importante, as empresas industriais estão recuperando o seu poder de fixação de preços, com o índice de preços de bens finais mostrando pela primeira vez um crescimento desde novembro de 2008, destaca o economista do HSBC.


