Exportações paranaenses acumulam queda de 26,9% no ano
As exportações paranaenses acumularam queda de 26,9% nos 11 primeiros meses de 2009, quando comparado com o mesmo peíodo do ano passado. Em novembro, as vendas ao exterior caíram 9,44% em relação a outubro, ficando abaixo da marca de um bilhão de dólares pelo terceiro mês consecutivo. Os dados fazem parte do levantamento mensal elaborado pelo Departamento Econômico e pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), divulgado nesta segunda-feira (21).
Em novembro, o valor exportado pelas empresas paranaenses foi de US$ 767 milhões. Além da queda de 9,44% em relação ao mês anterior, o desempenho foi 11,6% menor do que o alcançado em novembro de 2008. Com esses resultados, as exportações acumuladas nos primeiros onze meses de 2009 atingiram US$ 10,429 bilhões, 26,91% menos do que entre janeiro e novembro do ano passado. Em termos de média dos últimos doze meses, esta é a 11ª queda consecutiva, atingindo U$ 950 milhões (média de dezembro de 2008 a novembro de 2009). O valor é equivalente ao registrado em agosto de 2007.
Entre janeiro e novembro deste ano, os produtos do Complexo Sojaâ€, mesmo com uma queda de 24,25% nas exportações, continuaram na liderança entre os produtos paranaenses vendidos pata outros países, com uma participação de 30,77% do total. Em seguida aparecem Carnesâ€, com 14,52% do total, e Material de Transportesâ€, com 12,66%. Entre os quinze principais grupos de produtos, apenas um apresentou aumento em relação aos primeiros onze meses de 2008: Açúcares e produtos de confeitariaâ€, cujas vendas ao exterior cresceram 37,45%, passando a ocupar o quarto lugar, com 6,33% de participação.
A queda nas exportações em 2009 vem atingindo principalmente os produtos manufaturados. O valor vendido é 38,73% menor do que entre janeiro e novembro de 2008. Esse comportamento é típico do atual momento, já que a crise afeta, em maior medida e em qualquer ambiente econômico, produtos cuja manifestação de consumo pode ser postergada e preserva relativamente imunes os produtos de consumo correnteâ€, afirma o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Mauílio Schmitt.








