Pesquisa revela que empresas do Paraná devem ter maior cuidado ao selecionar empregados

Cerca de 60% das empresas dos setores industrial e de serviços instaladas no Paraná perdem mais de 5% de seus funcionários nos primeiros 90 dias após a contratação – o que sinaliza a necessidade de maior cuidado nas fases de recrutamento e seleção de pessoal, com otimização e economia no processo. Perto de 75% do segmento industrial paranaense aplica alguma forma de remuneração variável ou por resultados, prática ainda pouco usual na área de serviços. Em 2008, a área industrial destinou 1,8% do tempo produtivo ao treinamento dos colaboradores, enquanto no ramo de serviços esse porcentual foi de 1,4%. A rotatividade anual média no estado gira em torno de 42%, cujo índice é mais elevado no á¢mbito de serviços, principalmente por influência do varejo, que tende a substituir suas equipes operacionais com maior frequência.

Estas são algumas das constatações contidas na primeira edição do Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos, um projeto que a seccional do Paraná da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR) e o Instituto Superior de Administração e Economia / Fundação Getulio Vargas apresentam ao universo corporativo e de RH nesta terça-feira (15), á s 8 horas, na sede do Isae/FGV, em Curitiba. A solenidade também servirá para lançar a versão 2009 deste inédito levantamento de indicadores de RH, fruto da parceria das duas instituições com a consultoria Bachmann & Associados. Segundo a presidente da ABRH-PR, Sônia Gurgel (foto), o propósito deste meticuloso trabalho é oferecer á s organizações instaladas no Paraná pará¢metros reais, atualizados e continuados de desempenho de Recursos Humanos, de modo a permitir que visualizem sua posição no ambiente corporativo para definir com maior precisão suas metas na busca de resultados efetivos nos processos de gestão de pessoas.

A presidente da ABRH-PR conta que o Benchmarking Paranaense de RH/2008 envolveu 102 empresas da Grande Curitiba e do interior do Paraná, cobrindo um universo de quase 45 mil pessoas.É Quarenta e dois por cento das companhias participantes são do interior do Estado, o que confere maior abranência á  pesquisa”, sublinha Sônia, ao informar que 54% das empresas pertencem ao setor de serviços e as demais são ligadas ao segmento industrial”.

O levantamento abordou tópicos como absenteísmo, rotatividade, índice de retenção (90 dias), participação de mulheres na força de trabalho, grau de escolaridade, índice de treinamento, terceirização, horas extras pagas, salário variável, taxa de frequência de acidentes com afastamento e absenteísmo médico.  Para Norman de Paula Arruda Filho (foto), superintendente do Isae/FGV, a utilização de indicadores é a chave para uma gestão de recursos humanos focada em informações estruturadas e resultados. Nesse sentido, esse Benchmarking é uma ferramenta que contribui com o aprimoramento das organizações através da comparação de desempenhos na qual o capital humano é o fator determinante”, sustenta.

Soma

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