Continua a expansão das empresas do setor imobiliário

A expansão das empresas do setor imobiliário, por meio de fusões e aquisições ou da captação de recursos para investimento, tem se acentuado nos últimos anos, em um contexto no qual se destacam novos segmentos de negócios – em especial aqueles voltados para a população de baixa renda -, e novos modelos de empreendimentos, incluindo os novos conceitos arquitetônicos e as habitações sustentáveis.

Esta é uma das conclusões de um levantamento sobre as empresas do setor imobiliário, realizado pela Dextron Management Consulting, empresa especializada em consultoria e estratégia de negócios. De acordo com o consultor, Mauício Miceli Kerbauy, o estudo teve como objetivo traçar uma radiografia das empresas que atuam no segmento de incorporação e construção civil e, assim, contribuir para a definição de posicionamento estratégico e dos investimentos.

O levantamento mostra que o impacto da crise financeira internacional foi expressivo, mas rapidamente superado. Em 2006, apenas uma empresa do setor, a Cyrela, faturava mais de R$ 1 bilhão. Em 2008, mais quatro empresas entraram nessa lista e, em 2009, ela já contava com Gafisa, PDG Realty, Brookfield, MRV, Agre, Rossi e Even, além da Cyrela. Resultado desse crescimento, o faturamento total das empresas de capital aberto do setor, que era de R$ 4 bilhões em 2006, deu um salto para R$ 20 bilhões em 2009”, destaca Kerbauy.

Essas companhias, juntamente com Rodobens, Company, Klabin Segall e Brascan, também lideraram alguns dos maiores IPOs do País, captando um total de R$ 15 bilhões entre 2006 e 2009 com a abertura de capital. A esses recursos, adicionaram-se outros R$ 14 bilhões captados com emissões de novas ações e lançamento de debêntures.

Com mais capital para investir, elas ampliaram fortemente seu nível de endividamento, hoje no patamar médio superior a 40% entre as principais empresas do setor, e com tendência a se elevar – algumas já estão próximas de 70% de endividamento, na relação com o patrimônio líquido. O endividamento total do setor cresceu de R$ 4,7 bilhões, em 2007, para 17 bilhões em 2009”, acrescenta o consultor da Dextron.
 
Apesar do crescimento observado, o valor de mercado das empresas caiu de R$ 48,1 bilhões, em 2007, para R$ 41,5 bilhões, em 2009. Isso se explica em grande parte pela crise econômica mundial, que resultou na desvalorização das ações em meados de 2008. Entretanto, devido á  injeção de capital recebida pelo setor, o valor total das empresas aumentou em quase 10% no mesmo peíodo.

Soma

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