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Estatais estrangulam setor de serviços de TI

A tecnologia da informação tem sido nos últimos anos um dos setores da economia que mais cresce no mundo. E a capacidade do profissional brasileiro também tem sido reconhecida, com várias multinacionais internando seus serviços no país por conta da qualidade do profissional de TI. Mas a indústria nacional está enfrentando uma concorrência que dificulta o seu crescimento como prestadora de serviço de tecnologia da informação. O Serpro e a Dataprev estão realizando concursos para formação de cadastro de reserva de profissionais da área. São 1.123 vagas para diversos setores, para vários estados. Para o vice-presidente de Articulação Política da Assespro Nacional, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Luís Mário Luchetta  (foto), estas empresas têm sua importá¢ncia para o estado, mas devem suprir suas demandas sem concorrer com a iniciativa privada. Cabe ao estado fomentar o desenvolvimento e crescimento da iniciativa privada e tanto Serpro quanto Dataprev deveriam terceirizar, sem nenhum prejuízo para seus trabalhos, ações de TI.

Entre os cargos objeto do concurso estão os de analista de tecnologia da informação, analista de processamento e auditoria de sistemas, entre outros. Segundo Luchetta, as duas estatais acabam tirando do mercado profissionais que vão em busca de estabilidade e isto é prejudicial porque prejudica empresas que podem perder profissionais formados durante anos de trabalho”. Ele destaca que a Dataprev e Serpro desrespeitam o Decreto-Lei 200/67 e a Constituição Federal que diz que a exploração direta de atividade econômica pelo estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.”

No Paraná, cita Luchetta, acontece a mesma situação com a Celepar, e assistimos o mesmo em outros estados”. Para ele este desvio de foco das empresas governamentais que concorrem diretamente com a iniciativa privada desestimula o desenvolvimento interno de software e soluções de TI e a indústria nacional. Ao voltar a se movimentar no sentido de desenvolver internamente serviços de tecnologia da informação e desenvolvimento de software, o governo, a nosso ver, além de prejudicar as milhares de empresas que surgiram e atuam neste mercado, ainda está descumprindo as leis e indo na contramão da economia mundial que aposta na terceirização dos serviços de TI na iniciativa privada”, fala Luchetta, complementando que a entidade está fazendo gestões para reverter este quadro, conversando com autoridades e com o Poder Legislativo.

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