Bolsa volta a cair e dólar fecha semana com perda de 2,5%
O mercado internacional respondeu pelas perdas das bolsas de valores. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) terminou a sexta-feira (14) com baixa de 2,12%, em 63.412 pontos. Apesar da queda dos dois últimos pregões, na semana o Ibovespa fechou com saldo positivo de 0,86%.
O dólar comercial encerrou a sexta-feira (14) com forte alta de 1,52%, sendo cotado na venda a R$ 1,804. Apesar dessa valorização, a moeda acumulou perdas de 2,54% nesta semana.
O mercado de juros futuros encerrou a semana sem tendência definida. Os contratos de prazo mais curto ficaram em baixa, pressionados em parte pela perspectiva intensificada de que a recuperação da economia na Europa está ameaçada pela crise fiscal, o que poderia amenizar a inflação em alta por aqui.
Já os contratos de prazo mais longo continuaram a avançar. Entre outros destaques da sessão, ficou a aceleração da inflação medida pela Fundação Getulio Vargas, além de uma série de indicadores econômicos nos Estados Unidos, como vendas do varejo e produção industrial.
A notícia do jornal espanhol El País, já desmentida pelos líderes europeus, de que o presidente da França, Nicola Sarkozy, teria cogitado a saída do país do bloco monetário caso a chanceler alemá, Angela Merkel, não concordasse em dar suporte ao plano de ajuda da União Europeia na semana passada, mexeu negativamente com os mercados. Na Europa, novas medidas de austeridade fiscal foram anunciadas. A Itália anunciou o congelamento de salários e cortes em orçamentos, enquanto os portugueses anunciaram aumentos em impostos, cortes nos salários de políticos e redução nos dispêndios estatais. Em resposta a todas essas incertezas sobre o futuro da Europa, o euro renovou sua menor cotação desde outubro de 2008 em relação ao dólar.
Na visão do Fundo Monetário Internacional (FMI), as economias desenvolvidas vão se defrontar com uma difícil tarefa para reduzir seus gastos públicos para níveis pré-crise, e se os governos não reduzirem seus débitos fiscais, é possível que os países ricos cresçam 0,5% a menos a cada ano, citando estimativas do relatório Fiscal Monitor.








