Mercados emergentes acreditam no crescimento do comércio exterior
O Grupo HSBC está apresentando no Brasil a segunda edição da pesquisa com pequenas e médias empresas sobre a confiança do empreendedor no comércio exterior, com projeções para os próximos seis meses. Intitulada Trade Confidence Index, o estudo analisou diferentes aspectos deste mercado, como volume transacional, riscos para o importador e exportador, impacto de taxas de cá¢mbio e legislação específica, necessidade e acesso a financiamentos, além das barreiras que limitam o crescimento destas operações. Os resultados são representados por um índice que varia de zero a 200, em que 200 representa o mais alto nível de confiança; zero o mais baixo e 100, neutro.
Na maior pesquisa deste tipo já realizada, foram entrevistados 5.120 empresários de importação e exportação com faturamento de até US$ 250 milhões. 16 países participaram da pesquisa: Austrália, ándia, China, Cingapura, Emirados árabes, Vietná, Indonésia, Malásia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, México e Arábia Saudita. No Brasil, participaram 300 empresas de pequeno e médio porte, com faturamento de até R$ 100 milhões, entre indústria, agronegócio, atacadistas, varejistas e construtoras.
O panorama geral da pesquisa apresenta um resultado positivo, de 116 pontos, seis a mais do que na última pesquisa, realizada em outubro de 2009. A média obtida junto aos países desenvolvidos foi de 106 pontos, enquanto o resultado obtido nos países emergentes foi de 122 pontos. Este dado mostra que a confiança no setor se manteve acima da média, principalmente em mercados emergentes. O Brasil apresenta nível de confiança superior á média global, ficando atrás apenas dos resultados obtidos nos Emirados árabes, ándia e Vietná.
Os empreendedores brasileiros mostraram ter uma visão positiva em relação aos demais: 35% dos entrevistados acreditam em um crescimento moderado e 35% em um crescimento significativo. A soma destes resultados indica que 70% dos entrevistados no país acreditam no crescimento do volume das operações de comércio exterior, um avanço de 24% em relação a última pesquisa. A maioria dos entrevistados na América Latina (64%), Oriente Médio (63%) e ándia (61%), assim como o Brasil, espera um aumento no volume de operações de comércio exterior para os próximos seis meses.
Em relação á necessidade de financiamento para operações de comércio exterior, 30% dos entrevistados globais acreditam que precisarão de volumes maiores de financiamento enquanto 41% acreditam que o nível de financiamento se manterá o mesmo. Outro fator de destaque na pesquisa é a importá¢ncia da participação das instituições financeiras no desenvolvimento do comércio exterior. Os bancos continuam sendo o principal canal de acesso aos financiamentos. No Brasil, 40% recorrerão a estas instituições em busca de produtos e serviços que deem suporte ao comércio exterior.








