Pirataria de software causa prejuízo de R$ 244 milhões á economia paranaense
Dados divulgados pelo International Data Corporation (IDC) revelam que o Paraná perdeu em 2009, cerca de R$ 244 milhões apenas em função da pirataria de software e é, atualmente, o 5º estado com os maiores prejuízos. A pesquisa mostra ainda que se a pirataria do setor fosse reduzida dos atuais 56% para 50%, a região geraria mais de 3,5 mil empregos diretos e indiretos, a indústria local de tecnologia teria um acréscimo no faturamento superior a R$ 314 milhões e o estado um aumento na arrecadação de impostos da ordem de R$ 59 milhões.
Embora o Brasil tenha registrado queda no índice de pirataria pelo quinto ano consecutivo, os prejuízos aumentaram e foram estimados em US$ 2,25 bilhões. Para reverter esse cenário o combate a essa prática ilegal tem sido bastante intenso. Em 2009 foram realizadas 662 operações em todo o país que resultaram na apreensão de 1.128 milhão de CDs piratas.
Segundo o coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Antônio Eduardo Mendes da Silva, esse crime tem migrado fortemente para a Internet, o que tem obrigado a entidade a desenvolver um trabalho intenso nesse meio. Para se ter uma ideia, ao todo foram retirados do ar mais de 313 sites destinados a venda de produtos ilegais, além de 19,3 mil anúncios, um resultado 26% superior se comparado a 2008. Além disso, as entidades computaram um total de 5,7 mil denúncias por e-mail e telefone que resultaram no envio de mais de 10,9 mil notificações — montante 251% acima do registrado em 2008. De acordo com Silva, o combate á pirataria corporativa foi outro grande alvo em 2009. Ao todo foram iniciadas 160 ações contra empresas que estavam com suas bases instaladas irregulares e que não quiseram legalizar a situação.
Para o coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da Abes, os resultados obtidos no peíodo refletem o intenso trabalho desenvolvido pelas iniciativas público e privada nos á¢mbitos repressivo, econômico e educacional. Este último pilar é fundamental, pois acreditamos que somente com a conscientização e o apoio da sociedade será possível acabar com esse crime que assola o paísâ€, finaliza.








